sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Império Romano - IR, por Groucho


Ainda não recuperei meu bloquinho de anotações. Isso faz com que eu continue dependendo da memória que também não é lá essas coisas. Então continuo no meu esforço pra ter assunto pra escrever, já que, quando lembro, estou longe de um computador e quando estou próximo, esqueço o que queria dizer. Assim vou.
O flato, digo, o fato é que lembrei de algumas amenidades que gostaria de partilhar com meus leitores.
A primeira historinha diz respeito ao recesso julino. Durante a última semana do mês que homenageia Júlio César, houve as tradicionais "férias do Júlio" que, segundo reza a lenda, teve início no Império Romano, quando o Imperador (ave!) saía a conhecer belos lugares, belas mulheres e belas mulheres dos lugares, além dos belos lugares das mulheres, deixando Roma em férias. Esse costume veio até a atualidade, porém, sendo incorporado apenas ao calendário escolar. Sigo a história.
Durante as tais férias, fui viajar ao Uruguay. Não quero ficar tecendo comentários turísticos sobre a hospitalidade do povo de lá, nem que Montevideo é uma cidade fantástica. Quero falar é de um momento epifânico que lembrei de ter tido quando estava lá. Explico: há um tempo, tive uma epifania: sou marxista, mas não pelo pensamento do Karl e sim o de Groucho. Só não me peçam pra explicar o que significa ser marxista pela tendência de Groucho. Recomendo ler a respeito e assistir os filmes. E agora isso me veio à cabeça, graças à campanha política. Corta esse parágrafo aí, menino!
Outra narrativazinha que veio ao desembaraço é a respeito de quanto a justiça e a mídia nesse país continuam caçando borboletas. Pensando bem, essa historinha se parte em duas: a primeira, diz respeito ao famoso arqueiro que teria esquartejado a mulher e, com ajuda de um fiel escudeiro, atirado os pedaços aos cães, além de enterrar os poucos pedaços restantes no concreto. Tem testemunha e tudo. Porém, como não se encontra o corpo, a justiça começa a trabalhar pela hipótese de não haver assassinato, já que não há defunto. A hipótese agora é a da lesão corporal. Aposto minha reputação (que já não é lá essas coisas) que os dois serão absolvidos. Sem quebrar parágrafo, sigo em direção à segunda (quem mudou de linha foi o editor de texto, o que pode ser reparado pelo inicio do outro assunto na mesma linha, marcado pela fonte em destaque). Vazou a declaração de IR de alguns políticos chegados ao candidato Serra e ao ex-presida FHC. A mídia toda bate em cima pra que se declare que foi alguém ligado à Dilma quem fez o furo pra fazer a coisa vazar. Até aí, tá legal. Vazar a intimidade dos outros é uma coisa muito feia. Mas o que tem na tal declaração que faz com que essa gente má tenha pretensão de torná-la pública? Ou refazendo a pergunta: a tal declaração de IR compromete a quem?


domingo, 18 de julho de 2010

A volta do regresso

Perdi meu bloquinho de anotações e, por tal motivo, também perdi as ideias de assuntos pra postar aqui. Esse é o principal motivo pelo aparente abandono deste espaço. Na encadernação, tinha anotações importantes sobre assuntos desimportantes como copa do mundo, cinema, literatura, meu emprego, o emprego do hífen, ítens em geral. Aos poucos, devo lembrar de um ou outro ponto e ir postando. Inicio por um tema deveras problemático: um (de)puta(do) de origem comunista que resolveu apoiar a aprovação das alterações no código florestal e apoiar todos os ruralistas da direita sob duas alegações: não existem mudanças climáticas decorrentes da atividade humana e os ativistas ambientalistas estão a serviço do imperialismo. Sério! Não é piadinha minha. E olha que eu adoraria contar uma dessas!
Aldo Rebelo é o nome da figura. Fiquei tão feliz com as colocações dele que resolvi escrever uma carta ao nobre fdp em respeitosa resposta. O texto segue:

Exmo Sr. Deputado desta Res Púb(l)ica
Dirijo-me a V. Exa. com o intuito de, peremptoriamente, complacer deverasmente com sua prosopopeia em apoio à despundonorizada caterva brilhantemente liderada pela não menos Excelente Sena(dor)a Kátia. Devo apontar o denodo ao qual o nobre representante dos ideais stalinistas se uniu ao grupo desgregado e desprovido de escrúpulos sob o subterfúgio de "salvar a nação dos imperialistas" (perdoai o linguajar populesco!).
Meu anelo, em verdade, é o de que Minerva controle as faculdades cogno-intelecto-esfínctera dos demais componentes dos seus nobres colegas, para que, com propósito cristalino, o seu relato elucidante venha a ser consagrado e reafirmado.
Portanto, como V. Exa. evacuou seu esfíncter ao expelir tamanho bolo fecal, disponho-me a instigar ao semideus Príapo, guardião dos jardins e das plantações, a que lance sua arma fálica para preencher o espaço dantes ocupado pelo material excretório na sua ampola retal.
Respeitosamente,
Um imperialista da mentira!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Mais um pouco sobre José Saramago

No post anterior, tentei informar meus leitores sobre a passagem do genial José Saramago deste mundo. Depois disso, surgiram alguns comentários que, creio, deixei passar batido. Acho que devo postá-los agora, em nova postagem, porque é uma forma de digerir melhor a notícia.
Começo por duas falas do próprio escritor. A primeira, de que os cientistas não sabem de nada, mas explicam tudo, enquanto que os poetas sabem de tudo, mas não explicam nada. A segunda, inclusive já foi citada no Sul21 e que acompanha algumas coisas que já escrevi aqui: o tuíter!: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”. Não vou estender essa discussão ainda mais. Até mesmo por não ser necessário.
Termino as observações pela experiência que tive hoje à tarde. Ao chegar na escola que trabalho, estava cabisbaixo com a notícia. Pensei em pedir atenção de todos na Sala do Avon e dar a notícia, mas algo me conteve. Fiquei lá, aguardando o início da aula. Então, a maioria dos colegas foi pras respectivas salas e eu fiquei com mais duas professoras um pouquinho mais, já que as nossas turmas entram minutos depois. Nesse instante, percebi a tv ligada e a chamada pra notícia da morte de Saramago. Claro que isso foi noticiado beeeeem depois que terminou o jogo da Copa. Então, uma das colegas que parecia desatenta perguntou: "quem morreu?" e a minha resposta foi mais que de bate-pronto (pra usar a linguagem futebolística): "Saramago". Pra minha surpresa, da mesma forma que respondi, recebi outra pergunta: "e quem era ele?". Foi o suficiente pra me deprimir. Definitivamente.

Extremamente triste com a perda!

É exatamente assim que se sente este otário ao ler no site Sul21 a partida de ninguém mais ninguém menos que o Nobel de Literatura José Saramago. E não é uma piadinha sem graça deste blogueiro! O autor de "O Evangélio segundo Jesus Cristo" e "Ensaio sobre a cegueira" faleceu hoje pela manhã!
Mas o pior de tudo, é saber que ocorreu o óbito às 09h (horário de Brasília) e já passam das 11h e 30min e a grande imprensa ainda não deu uma linha. Se fosse alguém ligado ao futebol?
Isso me remete a quando Mário Quintana partiu desta pra uma outra. No mesmo período, foi-se o tal de Senna. O país inteiro chorou a perda do cara que se naturalizou em outras bandas pra pagar menos impostos e fez de conta que o poeta nem existia.
Lamentável!

domingo, 6 de junho de 2010

Teste sua pegada!

Muito tenho batido aqui na necessidade de rever toda uma cultura agressiva ao planeta. Aliás, há algum tempo que não falo no tema, mas já falei muito quando iniciei na difícil arte de escrever um blogue. Pois bem. Quem acompanha este espaço, sabe o quanto procuro me comprometer com as questões socioambientais. Como hoje me bateu um saudosismo, resolvi retomar, mais uma vez, esse assunto.
Dessa vez, o que me veio à reflexão foi a ideia de quanto estou, particularmente, comprometendo o ambiente no qual vivo. Qual seria a minha "pegada ecológica"? Antes de responder a isso, preciso deixar claro ao leitor mais desavisado o que exatamente é essa tal pegada.
Não. Não trato aqui daquela pegada que enlouquece as mulheres, quando a gente (os homens, principalmente) chega com firmeza, calor e ousadia, endurecendo sem perder a ternura, toma a parceira (no meu caso, mulheres) de maneira a não deixar fôlego, arrebatando com volúpia e uma pitada de rudez carinhosa, fazendo com que elas se entreguem totalmente ao prazer. Não é desta pegada que falo. A pegada a qual falo, é comparável àquela que deixamos na praia, quando pisamos na areia molhada, ou num terreno lodoso. Falo da pegada no sentido de deixar marcada a nossa passagem. Não que a primeira forma de pegada não deixe marcas da passagem do homem na vida da mulher, mas na segunda é a marca que vem melhor ao caso.
Sendo assim, a pegada ecológica (note o leitor que já não aguenta mais ler essa palavra nesse texto, logo direi o motivo de tanta repetição) nada mais é do que a marca que deixamos na nossa existência. A marca deixada pelo nosso ato de pisar em algo. Pisar na Terra. Por consequência, é o efeito de toda a nossa existência: o que consumimos, o que dejetamos, o que destruímos pra benefício (sic) próprio.
Voltando à questão da minha pegada (lembrando que não falarei da minha vida sexual, embora esteja atentado, pois daria um miniconto interessante), descobri, um site onde calculo o quanto estou prejudicando o planeta. Basta entrar no site www.pegadaecologica.org.br ou em www.oeco.com.br/calculadora (sendo este o mais interessante) e responder às perguntas. No final, após a 15ª questão, ele indica a quantidade de planetas iguais à Terra seriam necessários pra sustentar a vida caso todos tivessem o mesmo rítmo de consumo. Vale lembrar que é apenas uma ideia e que as questões são genéricas, sem considerar pormenores, mas dá pra tirar algumas conclusões. No meu caso, um sujeito que tem preocupações socioambientais e vive tagarelando isso, precisaríamos de dois exemplares do nosso planeta. O leitor poderá clicar no link de um dos sites e verificar a sua própria pegada. Se quiser verificar a outra pegada, deverá fazer outro tipo de teste.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Pode me ler, mas não precisa seguir

Já escrevi aqui que não gostava muito do tal de tuíter. E o pior é que o negócio virou uma febre, o que, segundo meus parvos conhecimentos da medicina, concluo que é sinal de uma doença infecciosa.
Por outro lado, Autran Dourado já disse, em "O risco do bordado", que períodos longos não são pra iniciantes. Juntando a isso, Jorge Furtado, ao fazer "O homem que copiava", afirmou que estamos numa época em que algumas pessoas têm memória de peixe. O produto dessas duas informações é o próprio tuíter. Quem não é muito chegado a escrever, acaba escrevendo pouco, de maneira curta, e em segundos o leitor esquece o que leu no hipertérmico instantâneo, justamente por ter outra breve informação logo alí, ao alcance dos olhos parados. Também é possível olhar aquele vídeo do iutubi, acessar orkut (leia-se colheita feliz), falar no msn, mandar sms, tudo ao mesmo tempo em que se lê e escreve no tal segundário.
Nem discuto a questão da pretensão de se achar que quem está no tuíter não tem leitores: tem seguidores.
E para acalorar mais este post que já ultrapassa os 39°C de temperatura, resolvi postar um vídeo do iutubi, produzido pro programa Massaroca, da TV Cultura. Mas um aviso: não é um vídeo de humor, mas um trabalho bem-humorado.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Há um ano, este otário falava

Gosto de apontar a incoerência dos outros. Não é legal? Minha mulher, por exemplo, sempre diz que é uma santa. Vivo exigindo que ela seja coerente. Ora, uma santa não deve perdoar a infidelidade? É o mínimo que se espera! Eu não. Sou mundano e não consigo perdoar. Ai dela, santa e casta, se for adúltera e não aceitar minha condição de infiel. Tá bem, eu sei. Meu leitor já matou a charada: não tenho mulher.
Na verdade, a mulher é que me tem e é ela quem exige tudo isso de mim. Eu só defendo essas coisas, mas não faço. Viu o que é ser incoerente? Incoerente e confuso.
Mas tanto gosto de apontar pros outros o meu dedo sujo de contradições que não consigo poupar nem a mim mesmo. E olha que contradição não é exatamente a mesma coisa que incoerência.
E pra que o leitor veja o quanto sou incoerente, vou pôr um link pra algumas postagens do ano passado, mais ou menos nessa mesma época. Clique aqui e leia por você mesmo, caro leitor.
E antes de mais nada, antes que alguém fique procurando incoerência entre o que disse naqueles dias e hoje, terá uma surpresa em perceber que está tudo aqui.
E (outro e...) atentem pros erros ortográficos: tudo fruto da preguiça em revisar...

Bem, olhando pra este post, nem sei se os leitores continuarão a ler este blog. Acho que agora me abandonam. Todos.

domingo, 25 de abril de 2010

História

A gente deve estudar história justamente pra fazer uso do conhecimento. Se estudarmos a segunda guerra, por exemplo, não se repetirá o horror nazista. Se estudarmos o outro lado da história do mesmo fato, não se repetirá os erros de cálculo dos nazistas e se conseguirá sair vitorioso da luta, deixando que os aliados da vez saiam como os verdadeiros monstros históricos, podendo até acusá-los dos mesmos horrores...
Por isso que costumo estudar um pouco de história. E sempre procuro observar o máximo possível dos lados que se envolveram nos fatos. Algumas vezes eu consigo trazer o fato pro meu benefício, outras, consigo ver quem está se beneficiando e assim vai. É, caro leitor, pelo jeito, dessa vez não será tão divertido o que lerá aqui. Estou cheio de histórias pra contar e nenhuma delas é tão divertida quanto às anteriores. Na verdade, tenho muita enrolação também, mas isso já é praxe aqui.
Eu poderia até contar aquela piada em que a loura tentava dormir num avião e um sujeito, tentando tirar vantagem daquele estereótipo, incomoda a tal moça, tentando lográ-la em algum dinheiro. Ela até que reluta, mas a insistência do fuleragem a vence. Então resolve ouvir o que o cidadão a propõe:
- É simples. Uma aposta: eu pergunto e você tenta adivinhar. Se acertar, pago quinhentos reais. Se errar, me paga cinquenta.
Ela aceitou, só pra ver se o sujeito insuportável a deixava em paz. E lá foi a tal pergunta:
- Qual o nome do jogador de futebol que mais fez gols em copas?
A loura nem se deu o trabalho em tentar responder. Abriu a carteira e logo pegou a nota, entregou ao abobado e virou pro outro lado, tentando dormir. Mas o sujeitinho resolveu encher o saco da pobre.
- Só pra terminar a conversa. Dessa vez, você pergunta e eu tento adivinhar. Do mesmo jeito, se eu acertar, recebo cinquenta reais seus. Se errar, pago quinhentos.
Então a loura fez a seguinte pergunta, tentando ver-se livre do paspalho:
- Quando o homem foi à lua pela primeira vez, deixou uma pegada na superfície lunar. Então eu pergunto: qual o número do sapato usado pelo astronauta no dia?
O sujeito pensou, pesquisou, tentou ligar pra todos conhecidos que poderiam ajudá-lo e não obteve resposta. Contrariado, abriu a carteira e entregou os quinhentos reais à garota. Após entregar o dinheiro, ainda curioso, perguntou a ela qual seria a resposta.
A loura abriu a carteira, entregou a ele cinquenta reais e, dessa vez, virou definitivamente pro lado e foi dormir.
Mas não vou contar esta história aqui porque é muito longa. O que vou fazer é falar um pouco de história e de como podemos utilizar fatos que não aconteceram a nosso favor.
Pensei nisso quando estudava a Independência do Brasil. Mais precisamente quando Dom João VI disse a Pedro: "Toma essa porra de coroa antes que algum bosta ponha ela na cabeça, caralho!"
Era a deixa pra que Pedro I viesse a reclamar a independência. Mas saltei no tempo e vim parar nos dias atuais, de mudanças climáticas. Me dei conta que, do mesmo jeito que a coroa portuguesa, muita gente que prejudica algo toma a frente em defender esse algo, enquanto continua a prejudicar o mesmo algo. Nossa, quanto algo!
Trocando em miúdos e deixando de lero-lero, contarei uma anedota pra ilustrar melhor o que digo.
Uma das escolas das quais eu trabalho fez uma grande atividade festiva semana passada. Aconteceu uma enorme quantidade de atividades legais, desde gincana de materiais de limpeza, onde cada material levado valeria uma pontuação específica, passando por passeios pela comunidade e chegando a atividades ecológicas promovidas por pessoas ligadas a uma empresa de celulose. Fim da anedota. Não teve graça, ? Pois eu também não acho graça nisso. Perceber que uma empresa que tem como principal finalidade a degradação do ambiente, através da monocultura, que exporta água em forma de pasta pra fazer papel higiênico (água essa que sai do Aquífero Guarany, um dos mais importantes do mundo) e que, pelo mesmo fator da monocultura, compra ou arrenda grandes extensões de terra e derruba as árvores nativas (leia-se, restos da mata atlântica e matas integrantes do Bioma Pampa) pra plantar eucalipto com a finalidade de limpar a bunda de europeu e norte-americano (isso mesmo! Estão limpando a bunda com as nossas florestas!). Enfim, perceber que uma empresa dessas está tomando a frente do discurso ambiental. É mais ou menos como colocar um estuprador pra ensinar crianças sobre DSTs. É nisso que lembrei quando comecei a falar em história. Lembrei que essa tal empresa está obedecendo exatamente o que sugeriu Dom João VI: está botando a porra da coroa na cabeça antes que os aventureiros dos ecochatos cuidem disso e mostrem à população os malefícios da monocultura. Acho que me estendi dessa vez. Mas foi pro bem da loura da piada.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Saudosismo ou nostalgia?

Vez por outra bate um saudosismo. Acabo até revirando o passado deste blog pra mostrar isso. Mas admito que essa nostalgia bate depois de determinados momentos. Peraí, eu disse nostalgia? Antes preciso esclarecer: nostalgia não é a mesma coisa que saudosismo. Nostalgia é saudade de algo que não aconteceu e saudosismo é algo mais amplo, referindo a algo que pode ter acontecido ou não. Pra ter um exemplo é como escutar músicas de épocas bem anteriores ao nosso nascimento. Aquele sentimento de que tudo era melhor naquela época é o de nostalgia. Escutar uma música da adolescência e lembrar de coisas ocorridas naquele período da vida é saudosismo, embora fique também um pouquinho de nostalgia por coisas que a gente não lembra se aconteceu assim ou assado, mas aí já é outra coisa. Em linhas gerais é mais ou menos quase isso. Mas voltando ao sentimento nostálgico, ontem estive numa assembleia (sem acento e com assento) dos servidores públicos municipais de uma das cidades nas quais trabalho. Bem, meus amigos leitores sabem que não sou favorável a identificar as localidades por julgar que poderiam representar várias outras e restringir seria um sacrilégio. Além disso, também não sou adepto de ficar falando muito da própria aldeia por não ficar a vontade. Mas deixemos as divagações truncantes pra lá. Vamos ao que interessa: minha nostalgia.
Ontem, tive a experiência mais inusitada da minha vida funcional. Descobri que existe um projeto que institui um cargo chamado "Líder de Equipe", cuja exigência mínima é ter apenas dezoito anos pra ocupá-lo. E não é o mesmo que eu o que ganhará esse tal sujeito, ainda que não se saiba o que faz o dito cujo. Não é mencionado sequer no projeto. E sabe a melhor parte? É Cargo de Confiança. Não precisa fazer concurso. Basta agitar a bandeira do partido que vencer a eleição. Agora fico me questionando: qual curso deverá fazer a pessoa que quiser ser "Líder de Equipe"? Fiquei imaginando as ofertas das escolas especializadas: "Faça já o seu Curso de Agitador de Bandeira e prepare-se pra concorrida vaga de Líder de Equipe" ou "Se você quer ser um Líder de Equipe, venha para cá. Oferecemos a disciplina de Agitação de Bandeira, para você concorrer à vaga, enquanto aguardamos a Prefeitura para nos dizer o que faz o Líder de Equipe para montarmos o restante da grade curricular". Salário básico inicial de R$ 610,00 mais vantagens (que são muitas).
O que me deixou nostálgico foi lembrar que há um ano, o mesmo governo disse que a média salarial do município era essa de R$ 1.089,27. Hoje eu lembro bem daquele dinheiro. Clique no valor e veja o meu salário padrão e as vantagens. Meu leitor terá um exemplo entre saudosismo e nostalgia.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Caio ali se eu leio

Ando sem assunto ultimamente. Pior que isso: estou parado e sem assunto. E não é ultimamente, é sempre. Mas sou cabeça dura e persisto em manter este blog cheio de anedotas. A última foi a do tal Gadelha aqui de baixo. Por causa dele (sim, com cacofonia e tudo), resolvi que sempre que falar de política e vier algum comentário de alguém que tenta aparecer mais que este otário, vou responder com uma sonora censura. Mas não será com uma censura normal, daquelas que a gente apaga o comentário e deixa por isso mesmo. Será uma malévola censura. Postarei o comentário como se fosse meu, logo acima, e trocarei os nomes citados pelo do próprio autor do comentário. Só pra vandalizar.
Mas pra não dizer que não falei em coisas novas, falo de uma camisa que ganhei de presente. Novinha. Tem até a etiqueta. Ah, desculpe o leitor. Essa falta de assunto tem me deixado bobo, além de já ser otário. Das coisas novas que trago (pois parei de fumar há tempos), destaco um poeminha que escrevi durante uma aula em que uma colega de especialização* falava sobre Caio Fernando Abreu. Na verdade, é um poema ainda inacabado, carente de revisões, mas que não me seguro em publicar aqui.



Caio Alice eu leio

Quando Caio, na literatura,

- leio e não entendo -

Caio só na história

Sei que ali se vai ao país das maravilhas

- mas leio e não entendo -

Ali, ter ar... ali se ter mina

Alice lê o mundo

Ali, ter (atura!)

- tudo coisas que não entendo -




* A colega em questão é Simone Xavier Moreira, atualmente especializanda em Literatura Comparada na UFPel e mestranda em Literatura na FURG.


domingo, 28 de março de 2010

Marina, morena, você se pintou...

O pior que pode acontecer com um ser humano, depois, é claro, das violências físicas e psicológicas, da escravidão, da tortura e da unha encravada, além da gravidez não planejada e da Zorra Total, é a manipulação da sua consciência. E isso vem acontecendo sistematicamente comigo. Não tem momentos em que a mídia não esteja fazendo um enorme esforço pra moldar a minha opinião. Querem que eu tenha determinadas ideias. E estão conseguindo! Estão fazendo um esforço enorme pra que eu me torne petista e, aos poucos, vão conseguindo. Embora eu relute bastante. Tenho muitas restrições ao governo Lula. Dentre elas, as questões ambientais e os crimes contra a terra que as obras do tal PAC vão cometendo. Acho que a história do tal mensalão ainda ficou muito mal explicada, embora não consiga, eu, definir se sou a favor, contra ou a favor de quem é contra e contra quem é a favor. O que sei, é que minhas críticas a este governo são nessa ordem. Por isso, eu estava tendendo a apoiar a Marina, até porque, Marina, morena, você se pintou... mas ela se pintou de verde. Um Verde meio Gabeira. E sabem quem é o vice do Gabeira? O cara que comandará a campanha do Zé Serra.
Mas deixemos a politicagem de lado. Só digo que abro meu voto pra Dilma e pronto. Digo que, embora todo o esforço da mídia em me fazer petista, me tornei apenas simpático à candidatura apoiada pelo Previdente. Ah, prometi deixar a politicagem de lado, mas ainda não é hora. Sigo na minha politicagem. E respondo o que o leitor estaria querendo saber no momento: como a mídia nacional (aquela liderada pela rede Grobo, funk!, como diria Didi Mocó) estaria tentando me fazer petista? Resposta óvibia: quando eles dizem algo, faço o contrário. Temo que eles tenham descoberto isso e resolveram tentar avacalhar com o atual governo e com a candidata só pra que eu tome postura contrária. Por exemplo: eles dizem que os professores paulistas são baderneiros e eu acredito o contrário, que alguns policiais a mando de Zé Serra é que baixaram o cacete. Vi, inclusive, uma foto de um manifestante carregando uma policial ferida (inclusive lembrei da querida amiga Mulher na Polícia). Vi o quão humanos são os dois lados (policiais e manifestantes, não o Zé) e que a mídia costuma usar os seus cacetetes pra incriminar um ou outro, conforme o gosto do patrão. Mas o que eu estou fazendo? Estou falando sério num blog de tolices! Assim não dá. Esqueçam o que eu disse. Só lembrem que eu estou apoiando a Dilma porque a mídia nacional exige isso de mim.

domingo, 21 de março de 2010

Das palavras que não aturo!

No lexico da língua portuguesa, principalmente a maneira falada no Brasil, existem palavras ou expressões que me deixam deveras sacocheiado. Algumas, apenas por serem feias, como unha e força. Outras por grande capacidade de dizer exatamente nada ou por ser empregada pra mentir. Nesse caso, preparei um curtíssimo glossário pra deixar aos meus leitores, indicando porque este otário não aguenta determinadas situações faladas.
Iniciamos por algo muito em voga: Empreendedor (e derivados, como empreendedorismo). Esta palavra tenta significar "alguém que empreende" ou "alguém que faz algo enquanto os outros ficam apenas se coçando". Pra mim, significa "alguém que encontrou a oportunidade de lucrar nas costas de outrem" ou "alguém que tem boas relações com o poder e consegue, por conta disso, sonegar impostos, promover concorrência desleal e lucrar com a desgraça alheia".
Outra que também não está demodê é a expressão Ecologicamente correto. Esta expressão tem como finalidade designar "algo que se preocupa com as questões das mudanças climáticas". Pois pra este que vos escreve significa "forma com que se referem pessoas que não dão a mínima pras questões ambientais mas que precisam adotar uma expressão pra ter um discurso que 'pega bem' diante do público" ou, ainda, "golpe de marketing de quem quer ficar bem na foto e não quer resolver nada", além de "maneira de se referir a algum paliativo como algo que anulará as agressões que o capital fez ao planeta".
Complementando esta demonstração de palavras e expressões da hora, temos Incrementar. Poderia significar "qualificar", "ampliar", "aprofundar" ou outras próximas no campo semântico. Porém, nada quer dizer. Sempre que alguém disser "vamos incrementar a educação" ou "o sistema de escoamento pluvial recebeu um incremento", pode ter certeza o leitor que nada mudou na educação ou no sistema de escoamento pluvial. Incrementar é exatamente isso: uma forma pomposa de dizer "vamos fazer não sei o que com isso, então, vamos incrementar". Aliás, incrementar é prima-irmã (mas não o oposto) de excrementar!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Saudosismo

Ando saudosista. Revirando os índices de acesso a este blog através do contador, percebi algumas injustiças. O campeão de buscas no google é o nome do cara da TFP que nunca me respondeu o e-mail.
Mas como esse cara não tem mérito nenhum, resolvi "puxar" meus leitores pra postagens antigas que eu gosto mais. Inicio com uma em que falo em sexo, a qual já tem quase um ano. Quem tiver interesse em ler sobre o assunto "perda da virgindade" e tiver estômago pra tanta bobagem que digo lá, basta clicar no link e muito prazer!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Rapidinhas nem tão rápidas assim.

Não sou dado a imitar jornais (até porque temos temerários jornais marrons). Prefiro tentar encontrar um estilo de escrita próprio. Aliás, meus leitores já perceberam. Fico inventando textos prolixos pra falar de pouca coisa, fazendo joguinhos de palavras e tudo mais. Tento ser algo como um cafetão do caos lexical. Eu disse tento? Claro que tento!
Pois bem. Embora não seja dado a imitar jornais (até porque temos temerários jornais ronsmar), desta vez, só desta vez, o farei. O prezado leitor (note que não uso sexismo. Pra mim, o gênero dos substantivos nada tem de relação com o sexo das pessoas, então, quando digo leitor, me refiro a leitores e leitoras, sem necessidade de explicar). Pois bem. O prezado leitor sabe que existem páginas em jornais, principalmente os mais ordinários, com notícias curtinhas. Sempre vem um título e uma notícia bem curtinha, cheia de efeitos e frases prontas. Então eu preparei algo nesse sentido. Por isso é que estou desenvolvendo este parágrafinho longo. Mas se já chegamos até aqui, não perca o que segue:

Janela$Window$
Fiquei sabendo que os EUA estão tentando barrar judicialmente o crescimento do softwere livre. Exigem medidas drásticas contra os governos dos países que resolveram adotar Sistemas Operacionais que não exigem pagamento de módicas quantias de aproximadamente R$800 por máquina instalada. Ou seja: querem que os governos paguem, mesmo que não tenham interesse por algo pago.

Criminalidade
Parece que em Porto Alegre inventaram o novo tipo de crime: assaltar, matar pra roubar sem roubar e sem declarar assalto. Quero crer que o caso do Secretário Eliseu Santos não tenha o mesmo fim do caso Daut, que foi um jornalista brutalmente assassinado nos anos 80 e nunca foi encontrado o culpado pela ação.

Acidentes acontecem...
Após o término do carnaval, em Pelotas/RS, um trabalhador que desmontava, junto com os colegas, o sistema de iluminação e sonorização da chamada "passarela do samba", mas que podemos denominar de "passarela do abate", morreu eletrocutado. Subiu em uma escada metálica para mexer em eletricidade. Lembrando que o trabalhador prestava serviços para uma empresa contratada pela prefeitura, ficam as perguntas (procure o leitor se informar e ficar estarrecido): quem deve ser responsabilizado? Quem matou mais esse trabalhador brasileiro?

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O muito e o pouco de otário e de Rosalina

Com a intenção de burlar um pouco a Inércia, uma mulher que me segura dos braços de vez em quando e não deixa que eu post nada de novo e consegue me afastar das atividades através de artifícios sofisticados como as notícias do dia e a puta da semana que aparece pra ilustrar a notícia do dia, resolvi, depois deste prolixo e despontuado parágrafo (veja bem, escrevi despontuado, não desvirgulado) escrever algo muito interessante que comprova a capacidade de síntese das pessoas e demonstra como uma obra literária pode ter origem sem reconhecimento até do próprio autor, além de ser constituída de algo comum, do cotidiano e adotar meios renovadores para ser expressa, conseguindo uma nova forma de ser publicada, da mesma forma que poderá atingir um novo público leitor, instituindo um novo status ao meio utilizado, como o leitor poderá ler no poema narrativo que seguirá a seguir, o qual foi retirado, como o próprio título afirma, de um post em uma comunidade do orkut, tratando da vida escolar de uma estudante quando passou por determinada escola de ensino fundamental perdida no tempo e no espaço da memória deste otário que aqui resolve deixar o resto para o caro leitor«««

Poema retirado de um post de uma comunidade do orkut
Experiências de Rosalina vividas na escola:
Robavam minha merenda na quinta.
Quebrei o braço na sexta.
Ganhei um apelido na sétima.
Aproveitei muito na oitava.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Contribuição de um otário ao cancioneiro carnavalístico*

A essa época do ano, muitos carros alegóricos de Walter Benjamin, trios elétricos de Rutherfor-Bor e swing brasileiro (que traduzido para o inglês significa "balançando"), em que o morro pede passagem, principalmente o morro de assalto, morro de acidente de trânsito, morro de briga generalizada, enfim, é o ápice do morro, eu também quero botar meu bloco na rua. Nem que seja um bloco de gelo pra picar (sem duplo sentido) e gelar a gelada, nem que seja na rua da amargura!
E pra participar da festa de Baco, ou do reinado de Momo, não sei bem ao certo, faço minha contribuição com um samba que me enredo. É intitulado: "Assim como a Galileia, os gregos, os troianos, os maias, os incas e os romanos, minha avenida está prestes a ficar pra trás, graças aos gerreiros dos outros lugares que vieram sacanear". Segue a letra:

Êô, êô
Skindô, skindô
Lê, lê, lê-ô
Skindô, skindô
No ziriguidum êô, êô
Aiê, aiê
Olhaêêêê
E foi assim que aconteceu
abriu espaço
tapou buraco
e o dinheiro que era meu gato comeu
E os egípcios
nos tempos de Inri Cristo
de braços abertos na Guanabara
Iê, iê
E a mãe África,
num carnaval branqueado
em que só dá modelo e atriz de novela,
foi pra lá de Bagdá
explodindo
com os aliados
Êô, êô
Skindô, skindô
Lê, lê, lê-ô
Skindô, skindô
No ziriguidum êô, êô
Aiê, aiê
Olhaêêêê

Basta cantar no rítmo que melhor se enquadre (já tive todo o trabalho de escrever a letra, o leitor que se vire com a melodia).


*embora a expressão não estar em uso, é perfeitamente empregável ao modelo lexical falcônico, muito utilizado por Marcondes Falcão.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Extra, extra: é dos carecas que elas gostam mais!

Não consegui resisti à piadinha ao ver que um nobre cidadão, pai de família, empreendedor e muito bem relacionado, foi injustamente preso pela Polícia Federal! Perco o senso do ridículo mas não perco a pândega!
Como diria um apresentador de um programa de humor barato e amigo dos poderosos, olha isso:

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Tratamento, terapia e belas fotos

"Tudo é sempre outra coisa" - Mário Quintana

Depois de um tempo afastado pra tratar minha patologia encé-falo-crí-tico, em que finalmente consegui voltar a ser um só, aproveito pra voltar a postar. Como este espaço é um diário, não exatamente um diário diário, mas um diário no sentido de registro individual. Enfim, isso é apenas um diário. Pois bem, como se trata de um diário, estou aproveitando pra expurgar alguns maus espíritos que ainda me restam depois do casamento típico alemão em que fui e comi bastante chucrute e bebi muito chope. Então, deixo sair os obsessores e vamos ao que interessa que são as notícias quentinhas, recém saídas do microondas, onde as descongelei.
Durante estes dias em que estive (estivemos) em tratamento, resolvi (tá bem, resolvemos) escolher um hoby pra tratar a cabeça. Aproveitei (tá, isso já foi tratado. Agora somos um só, sem plural mais!!!) que havia ganho um celular com câmera há um tempo atrás e decidi usar o artefato. E não é que deu certo!?! Consegui uns ângulos bem interessantes, como as fotos que estão abaixo. Aliás, embora falem por si só e não tenham legendas, antecipo os comentários. A foto do animalzinho foi tirada na praia de São Loureço do Sul, onde aproveitei pra botar a cabeça no lugar e os dois eus dentro dela. O animalzinho resolveu tomar banho de lagoa e pediu ao seu cãozinho que o levasse. Não pense o leitor que o cão foi levado à praia e aquela coisa toda. Foi ele quem levou o animalzinho pra passear. Quase reclamei, mas fiquei com medo de que o canino não conseguisse segurar a besta e esta me dar uma mordida e vá que estivesse com as vacinas atrasadas.
A outra foto é de um outdoor que está em boa parte do percurso da BR 116, no estado muy politizado em que vivo. Evidentemente, não se trata de campanha política, já que é um anúncio de um programa de tv, mesmo que o sujeito da foto seja pré-candidato ao governo do estado e que as cores do anúncio, bem como o texto e o design seja muito semelhante aos das campanhas políticas do cidadão. E se pensar que a rede televisiva onde o programa é exibido não anuncia nenhum outro produto da sua grade, dá pra ver que estão preocupados mesmo é com a audiência. E mais: se pensarmos que o nome do programa não tem o mesmo destaque do que o nome do apresentador no outdoor, veremos que pretendem conquistar a audiência pela fama do ilustre político. Tenho certeza de que isso não é campanha antecipada, como poderia sugerir a foto da traseira do carro!


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Estas, mais de mesa, frescuras e peripécias de um perfeito prefeito

Recuperando minhas rédeas e deixando aquele mané do meu outro eu (aquele que fala sobre frescuras de arte e outras viadagens), trago umas novidades que podem não parecerem tão novas, mas que são tragadas aos poucos, logo, continuam novas por bastante tempo. São as novas novidades renovadas. Mas deixando o papo furado de lado, vou ao que interessa. E volto ao que interessa me rendendo novamente aos parágrafos partidos.
Acontece que esse ano teremos eleições pra diversos cagos púbicos, desde gozernador até previdente, passando por de-puta-dos de todos os currais e, até mesmo, sem adores. Hoje, se não for aporrinhado por aquele meu eu fru-fru, vou falar um pouquinho sobre a dis-puta pra sucessão à Mulher-Tocha.
Reza a lenda que, numa terra não muito distante, na cidade em que sediou as primeiras edições do Fórum Social Mundial, aquela em que queriam fincar espigões nas margens do rio-lago e que tem início de obras de estádio de futebol sem licença ambiental, existe um prefeito perfeito canalha. Mas que quer ser gozernador do estado encantado que fecha escolas e se diz politizado. Esse prefeito perfeito malandro também é cocompositor. Já escreveu inúmeras canções, como aquela... aquela... aquela... qual era mesmo a música? Mas deixemos os programas do Sílvio Santos de lado e vamos ao que interessa.
O tal prefeito perfeito canastrão tem ligações com casos de corrupção, pelos quais corre o risco de ser preso a qualquer momento. Mas isso, curiosamente, não é alvo de ataque do tocador de uvas de um certo Jornal que passa na hora do rango. Parece que desapareceram mais de 9 milhões de reais da tal prefeitura e as notícias que rolam por aí... acho melhor dizer que as notícias não chegam a rolar. Tudo só aparece na blogsfera.
Deixando esses comentários do mundo encantado do trágico de Oz, também preciso comentar sobre a própria blogsfera. Cada dia que passa, descubro um novo blog interessante. Dessa vez foi o abobrinhas psicodélicas que li e indico. Tem semelhanças temáticas com este nosso, só que melhor escrito. Vale a pena clicar e conhecer.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Post rápido, antes que seja tarde, sobre nomes curiosos

Hoje deu vontade de relaxar um pouco. Percebo que perdi um pouco do controle do blog e o Januário, meu outro eu, tem dado um jeito de falar das mesmas coisas. Ele é meio xiíta e anda falando mal da governadora e da RBS. Não tem respeito mesmo. Ele vem com papos de apelidar a Yeda de "mulher-tocha", não-sei-o-que-mais ou fica citando o Cloaca News e dizendo que a RBS não é confiável. Mas hoje não! Hoje eu consegui chegar primeiro e vou postar o que eu quero. Nada de ficar botando em dúvida o caráter do Boris Cazoy (já vi escrito com "z" e com "s" por isso, nem tente me corrigir porque nenhuma das vezes que vi foi na certidão de nascimento do indivíduo). O meu outro eu ainda tem a cara de pau de formatar mal os textos. Tem mania de não cortar os parágrafos. Que saco! Mas eu não. Vou cortar este só por desaforo.
Viram? Cortei! Agora vou falar do que eu realmente quero. Vou falar de algo que vem me tirando noites de sono, como o motivo que leva alguns músicos em colocar títulos esquisitos em suas músicas e em bandas escolherem nomes estranhos.
Começo falando de algumas bandas, obviamente de rock.
Certamente o meu leitor já ouviu algo da Graforreia Xilarmônica. É um nome estranho mesmo. Parece que foi tirada de um dicionário. E foi. Mas isso já não soa tão estranho assim. Estranho mesmo é abrir o hd do meu pc e escutar coisas do tipo "Atahualpa Y Os Panquis", "Aristhóteles de Ananias Jr", "Filhos da Pauta", "Júpter Apple" (embora esse não seja algo tão esquisito assim, mas devidas as circunstâncias em que surgiu, realmente surpreende). Mas esses são alguns nomes e dos menos estranhos.
Mas o interessante mesmo é observar títulos de música. Aí a coisa não fica só no rock. Tem muita gente de várias tendências musicais. Aí vai uma listinha que deixo aberta ao leitor que queira contribuir e aumentá-las:
* Canibal vegetariano devora planta carnívora - Engenheiros do Havaí;
* Do mastigativo ao defecativo - Falcão;
* Lem-ed-ecalg - Módulo 1000;
* Pra viajar no cosmos não precisa gasolina - Nei Lisboa;
* Jesus não tem dentes no país dos banguelas - Titãs;
* Ou é ou deixa de é - Falcão.
Claro, é apenas uma listinha bem pequena pra provocar os leitores que conhecem outras, inclusive outros "artistas" que tenham nomes estranhos. Conheço outros, mas não pretendo ficar pesquisando e citei só o que lembro no ligeirão, antes que meu outro eu apareça e me faça deletar este post e retome o papo político chato. Por favor, leitores, contribuam antes que seja tarde e esse outro otário que vive dentro de mim resolva deletar este texto.


* Em tempo: este comentário foi escrito em duas etapas porque, quando estava na metade dele, meu outro eu apareceu e precisei desligar o computador antes que ele tomasse as rédeas. Terminei tudo rápido agora pra evitar que aconteça o mesmo. Se esse post for publicado, é sinal de que fui mais rápido que el