sábado, 19 de setembro de 2015

Novo blog: Desacátedra - desacato à cátedra

Queridos leitores.
Este blog, em princípio, não será mais abastecido. As coisas mudam e deixei de ser otário. Parti para o desacato.
Por isso, fiz um novo espaço que, provavelmente, terá conteúdo semelhante a este. Mas com um título mais palatável e que tem mais sentido à proposta.
Convido-os a conhecer o Desacátedra.
Divirta-se.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A volta do que não fui

Caros leitores que, eventualmente, passem por este espaço. 
Depois de receber um comentário da minha querida amiga Mulher na Polícia, tive o estímulo que faltava para voltar a escrever. Sendo assim, pretendo voltar a produzir coisas pra botar aqui. Tenho muitas ideias que podem render. Provavelmente, deixarão a desejar. Mas já é passada a hora de apresentar aqui. Não sei quanto tempo durará. Aguardem.
Por enquanto, queda esta postagem que nada diz, a não ser o que foi dito. E tenho dito!


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Poema anticapitalista

Enquanto o dia em que eu conseguirei botar as fofocas em dia não chega, enquanto o dia em que a vida não me dá sossego pra voltar a falar da minha vida e da alheia, enquanto minha prostituição social não termina, enquanto eu não chego no topo pra poder comentar as coisas durante a volta ao pé do monte, vou postando poemas aqui. Minha intenção ingênua é de poder publicar tudo em livro um dia. Por enquanto, vou treinando a escrita e mostrando. Hoje será algo que escrevi há um bom tempo e que estava meio que perdido nas pilhas de fotocópias da época di quandu fiz faculdadi.
Relaxem e me apedregem, se quiserem.


Ah! que saudade que eu não tenho
da Aurora, minha vida
a infâmia da infância
e bem que podia ser esquecida!

Levar porrada dos maiores
esporro dos velhos
cascudos, bofetadas, beliscões
e não conhecer orgasmo

Ser apanhado apanhando fruta do pé
cachorro mordendo do pé
ir na venda a pé - e era longe pra cacete!
e dar lugar pra ficar de pé

Por que ter saudade
da Aurora, minha vida?
se a infâmia da infância é a mesma
bem que podia ser esquecida!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Voltando a justificar

Como venho dizendo ultimamente, não tenho tido tempo pra fazer algumas coisas. Dentre elas, a leitura e a escrita. Não tenho conseguido, portanto, ler os blogs que gosto, muito menos comentá-los. Mas aviso aos amigos de que não demorará pra eu conseguir retomar essas leituras.
Além disso, também não tenho conseguido escrever o que gostaria. Aliás, acho que nunca consegui e o leitor mais atento, ao ler minhas postagens anteriores, desde as primeiras, perceberá o mesmo.
Mesmo assim, sempre dá um tempinho, nem que seja entre um Ricoeur e uma Carvalhal, pra escrever uma bobagenzinha. Nem que seja em forma de poema. Se bem que o leitor mais atento também perceberá que tenho feito poemas descaradamente neste espaço. Percebi, ao ler alguns dos últimos publicados aqui, percebi que é uma espécie de autoviolência essa coisa de escrever poemas, especialmente quando se trata de Eu-lírico. Ainda quero escrever poemas com um Nós-líricos. Enquanto não chega esse dia, sigo postando minhas autoviolências pessoais. Sinta-se a vontade pra dar uma cacetada, bem de leve.

autoestupro

Escrever é autoviolência
pois preciso ser
Preciso
ser vil
Preciso violar um ciso
pra escrever o que preciso
num téxto vil
e demodê comum poema
impreciso e com ciso
e reto

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Matando a saudade com poema

Já fazia um tempo que não aparecia por aqui pra postar. Minhas atividades profissionais e estudantis têm me tomado tanto tempo, que minha vida se resume a ficar deitado na cama. Sim, fico deitado na cama o tempo todo, dizendo: não tenho tempo pra nada! O tempo vai passando, e só consigo dizer: não tenho tempo pra nada! De vez em quando, dou uma parada nessa tensão e vou trabalhar ou ler os textos necessários à pesquisa exigida pro mestrado. Mas essas coisas atrapalham um pouco minha atividade principal. Logo, procuro me organizar e separar um tempo pra me obrigar a deitar na cama pra dizer que não tenho tempo pra nada. Mas preciso ir às aulas também. Tem alguns momentos em que perco a atenção e me ocorrem coisas que gostaria de escrever pra postar aqui. Acabo esquecendo. Algumas dessas coisas eu consigo anotar, mas ficam esquecidas nas folhas do caderno. Hoje fui reler algumas coisas e encontrei o poeminha que posto logo abaixo. Não tem nada a ver com a minha rotina que narrei acima, mas isso não tem a mínima importância. O importante é que estou tentando retomar a escrita por aqui e que isso se dá através de um poema escrito durante uma aula de Literatura Comprada, digo, Comparada. Ou Com Parada, já tenho minhas dúvidas. Segue o poema. Mas antes um protesto: o blogger mudou tanto que não consigo mais editar meus textos e justificá-los. Feito o protesto, o poema.


Ce n'est pas une nouvelles

Magritte pornográfico
disse que não era
depois de por no gráfico
à francesa já tinha
enquadrado a boca torta
- o pior cego é o que não lê
que Magritte pinta e você pita
e como "pinta com meu pinto"
posnográfico a boca
da leitura revelada

sábado, 14 de janeiro de 2012

Da Literatura comprada com parada.

Neste ano que se aprochega, trago algumas novidades. Aos poucos vou lançando tudo aqui. De momento, prefiro me ater a uma: em março, inicio meu mestrado em Literatura Comparada. Boa parte dos meus leitores sabem muito bem que isso significa que serei mestre em relacionar tudo com outras coisas. Ou tudo com coisas nenhumas. É complexo. Acho que uma historinha pode contar melhor o que é estudar Literatura Comparada, ou até mesmo definir como é um estudioso nessa área. Peço paciência ao leitor porque é bem instrutivo e vai fazer aquele que caiu aqui porque pesquisou o nome do João Sérgio Guimarães, ou de uma piadinha sobre o Lula, entender que diabos é Literatura Comparada e o perfil das pessoas que se envolvem na área. Leia e entenda.
Como disse acima, nada melhor pra explicar algo sobre Literatura do que uma historinha. Então, desfrute.

No tocadiscos, um LP d'os Engenheiros do Havaí toca “Anoiteceu em Porto Alegre” e o pai escuta com ar saudoso e nostálgico. Quando o filho, que está junto, escuta a palavra “walkman”, pergunta:
- Pai, o que é ualquimén?
- É o que as americanas dizem quando me veem: “uau, que man!” - brinca o pai.
Se a mãe, que está ao lado, é de qualquer área que não a da Literatura Comparada, explicará que walkman é um aparelho de som com toca-fitas, antepassado dos ipods e dos celulares com fone de ouvido, onde se poderia escutar rádio ou sons gravados nas fitas K7, quando ela ficaria brava pelo filho ter rido. Poderia até a mãe mostrar algum exemplo, pesquisado no google, caso ela conhecesse tal ferramenta, ou o próprio garoto depois tirar algumas dúvidas na wikipedia. Mas se ela fosse crítica de Literatura Comparada, a provável explicação seria essa:
- É assim, filho: o teu pai, segundo o pensamento da antropologia, está buscanto traços identitários e demonstrando a própria idade através do humor característico dos anos 90. Sendo assim, o walkman é, segundo a visão da imagologia, um fator simbólico de fixação temporal diacrônico, onde o “eu” do seu pai é enraizado no período dos anos 90, quando se escutava rock dessalinizado ou o samba mais hiperglicêmico, ou ainda as músicas que as grandes gravadoras pagavam as emissoras radiofônicas para executar músicas pré-estabelecidas; enquanto isso, o “outro” dele, que é você, está paradigmaticamente fixado na atualidade, na questão de já quase não haver mais nem os dispositivos acionáveis por comando digital (aqui, a mãe faria um sinal para que o garoto aguardasse para uma explicação ao termo “digital” que, segundo a mãe, seria o defendido pela ciência da anatomia, remetendo ao toque do dedo), além de que agora quem paga são os músicos para tocar nos programas de auditório delevisivos ou em canais específicos de música. As diferenças mais sensíveis entre esses dois momentos, filho, seria de que o seu pai precisava ir à casa de algum amigo que tivesse o Long Play (novo sinal, para explicar depois ao filho o que quer dizer o termo, mas sem falar na tradução do inglês, para deixar o filho com alguma dúvida e que instigasse a procurar a resposta do google translator) com a peça musical que lhe interessava ou escutar quando ela fosse ser executada numa estação radiofônica, para então gravá-la em K7 (aqui a mãe explicaria, apressadamente, como uma citação, a diferença entre k7 e cacete, o que renderia alguma risada), ao passo que você, filho, pode fazer download da música, claro, se estiver em algum país que isso é permitido, ou copiar via bluetooth de algum amigo.
Ao final da fala, a mãe retoma os sinais feitos para explicar os termos “digital” e “Long Play” e depois dar uma lista de livros teóricos de onde ela teria tirado cada explicação e os pensamentos, incluindo com as datas, para depois voltar à leitura de uma releitura desconstrutiva de uma tradução do Don Quixote para um filme do Leste Europeu.
No dia seguinte, o filho estaria escutando o disco do pai com um amigo e, quando a palavra “walkman” aparece novamente, o filho repete a explicação que ouviu da mãe. Mas esta repreende:
- Na verdade, filho, Genette explica de uma outra maneira... assim como Pierre Bourdieu, em suas Trocas simbólicas... somando-se tudo ao fator da conversão da energia sonora em elétrica e depois a conversão contrária e da mecânica em contraposição à nanotecnologia...

Assim, meu caro leitor incauto, é a vida de um pesquisador em Literatura Comparada. Dá pra ver, através dela, o que é estudar tal ciência. Não tem como ser mais claro.


sábado, 24 de dezembro de 2011

Vídeo esperado de surpresa

Pra quem pensava que eu havia ido embora, ledo engano. Estou aqui. Pra quem pensava que eu postaria um vídeo alusivo ao Natal, ledo acerto. Pra quem pensava que esse vídeo seria sobre o Papai Noel, ledíssimo acerto. Pra quem pensava que o vídeo sobre o Papai Noel seria o da música dos Garotos Podres, ledissíssimo engano. O vídeo é das Chicas, umas gurias faceiras que fizeram uma releitura de Androginistmo, dos Almôndegas. Agora, chega de enganos e acertos. Desfrutem do vídeo.


Em tempo: a versão dos Almôndegas seria mais interessante pro momento por causa do teor histórico, mas o sujeito que a postou no youtube queria aparecer mais do que a banda, então, preferi presentear as Chicas, já que a releitura ficou bacana e não desvaloriza o presente.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Tudo é sempre outra coisa

Este blog está a um passo da loucura e do esquecimento. Daqui pra frente, o auzaimer cibernético tende a esticar suas garras afiadas e trêmulas sobre este desatento lugar. Alugar este espaço é impossível, logo, logro retirar esse espeço espaço e parar para quiçá jamais, ou já mais, fazer trocadilhos e jogos de palavras. Para lavras (e não larvas, nem lavas) do leitor é que um leito cheio de livros livres deve-se estender, pra entender. Este lugar está sendo fechado. Este post... aposto que você, leitor, pensava que já havia acabado. Aliás, gosto muito do aliás, o autor deste irregulardário está declarando seu fim. Não o fim que indica finitude, ou tutti finni, do italiano que inventei, mas um fim que indica uma finalidade. A idade final. Este blogue cansou de ser chamado de blog por vezes e por outras de blogue. Este blogue, ou blog, cansou de mim, pirou de vez e me esqueceu. Deixo ele por aqui. Vou por aqui as últimas palavras deste post, no aguardo de que este espaço volte a me querer, volte à sanidade que nunca teve e lembre da nostalgia de não sei que mundo e tempo distante...

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A(na)lise (d)o discurso


Tão original quanto um disco do Coldplay, este blog resolve inventar a roda. Tão sistemático quanto a organização midiática nacional, este blog irá chover no molhado. Tão comum quanto um celular, esta publicação pretende construir seu castelinho de areia. Tão distorcido quanto um riff de cavaquinho no pedal, por aqui recriaremos o velho... Tão criativo, um poeta resolve continuar a variar sobre um mesmo tema.

domingo, 2 de outubro de 2011

Orwell deveria ter me consultado


Dia desses, li "A revolução dos bichos", do George Orwell. Entendi por que muitos dizem que é uma crítica ferrenha ao comunismo soviético. Mas eu julgo que também é uma crítica ao capitalismo. Ora, se os porcos da fazenda se tornam ruins como os humanos, é lógico que o comunismo é tão ruim quanto o capitalismo. Isso quer dizer que o capitalismo é ruim. Leitura simplória essa minha, mas falo de maneira resumida pra não encher meus leitores com tanta enrolação acadêmica. Mas o que me chamou a atenção é que eu teria escrito diferente. Tenho a minha versão pra história. Segue um resumo.
Se os bichos realmente se revoltassem contra os humanos, fariam diferente. Primeiro, tomariam alguns humanos pra ficar fazendo truques, mostrando sua amabilidade e dormindo na porta do galpão. Depois, pegariam os mais fortes e escravizariam. Colocariam a puxar carroça e a trabalhar na lavoura. Outros seriam colocados a procriar. Algum grupo de humanos seriam separados, de acordo com características físicas, pra que as mulheres engravidassem e depois extrair o leite delas pra consumo animal e fabricação de derivados. Outro grupo seria separado pra que lhe fossem extraídos o esperma e os óvulos pra alimentar os animais. Pra finalizar, alguns humanos seriam colocados em confinamento após o desmame, com a finalidade da engorda e do abate ao final da adolescência, após receberem uma carga descomunal de hormônios com a finalidade de acelerar o processo. Assim os animais realmente conseguiriam se igualarem à perversidade humana e a vingança seria real. Se bem que eu tenho lá as minhas dúvidas se os animais seriam capazes de tamanha selvageria.
E o amigo leitor, o que me diz? A sua versão de "A revolução dos bichos" seria diferente? Como seria?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quero uma festa de 20 de setembro



Nesse 20 de setembro, quero uma festa punk! Quero uma festa que não tenha Fagundes. Que não toque o "Da Fronteira", nem os Teixeira. Quero uma festa punk! Se for pra ter música gaúcha, com direito a cacofonia e tudo, prefiro Replicantez.
Se for pra dançar num salão, prefiro Rock'a'Ula! Aposentei minha bombacha e vesti o velho jeans.
Se é pra manter as tradições, quero as tradições da verdadeira rebeldia. A rebeldia que realmente transforma algo. A rebeldia dum rife de guitarra distorcida. Eis os precursores da liberdade: Hendrix, John, Paul, Ringo, Jorge, Ian Anderson, James Jean, Elves Presley (copiador dos negros do Mississipi), todos os negros blueseiros do Mississipi, Zappa e toda ordem de desbravadores do progressivo, metaleiros e os anjos beiçudos do Jazz. Eis a verdadeira tradição da luta pela liberdade! Da liberdade de se poder fazer, pensar, querer e dizer, mas também a liberdade de poder não pensar, não querer, não dizer. A liberdade de se dizer "não quero", ao invés de dizer "aceito".
Mas não basta pra ser livre, escutar Jethro Tull, Tom Zé e Graforreia Xilarmônica. Quem não tem capacidade de entender que liberdade é saber incorporar o diferente e poder questionar o passado, acaba por ser ignorante.
Mostremos constantemente nosso valor: um valor que não significa nada sem o outro. Não há rock sem samba. Não há sul sem norte. Não há revolução sem mudança.
Quero uma festa punk!
Quero uma festa punk!

** há exatos dois anos, publiquei aqui um poema. Quem quiser, pode acessar clicando aqui, ou navegue no blog e descubra outras postagens que possam interessar ao leitor.

sábado, 17 de setembro de 2011

Psicografando do e-mail

"Prezado otário,
como sei que és um bom gaúcho, queria pedir que publicasse essa homenagem à nossa terra e às nossas tradições que escrevi. Sei que não sou muito bom com as palavras, mas expressa o sentimento do verdadeiro povo do sul. E viva a Revolução Farroupilha!


Dia 20
chegando, preciso preparar minha pantalha. Passo o ano inteiro de caminhonete luxo pra cima e pra baixo, mas preciso andar a cavalo porque é dos meus costumes. Afinal, sou gaúcho. Minha pilcha já está pronta. Finalmente vou precisar usar meu traje típico e tirar o jeans do dia-a-dia. Vou votar na oposição porque honro minha tradição de sempre achar que sou mais politizado.
Tenho muito orgulho do nosso passado. Agradeço aos grandes produtores de charque que construiram nosso belo conjunto arquitetônico e que emprestaram os escravos pra construir os prédios públicos. Afinal, uma mão lavava a outra como ambas se lavam até hoje. Dos negros que herdaram a hipertensão dos antepassados escravos, não preciso lembrar. Afinal, vivemos num estado branco.

Algumas coisas do passado eu quero esquecer, mas ainda me atormentam: a quantidade de gente inocente que degolei, os camponeses que saqueei em nome da revolução que não revolucionou nada e os escravos para os quais eu prometi liberdade, mas vendi pros estancieiros mais do norte. São essas as façanhas que quero que sirvam de modelo a toda terra? Se não são, quais são?

Mas algo está havendo de errado comigo. De repente, me bateu uma vontade de mudar algumas coisas por aqui. Pretendo mudar o hino da república do esterco encefálico, como chamo carinhosamente este torrão onde nasci. Pretendo publicá-lo no data máxima (porque todos achamos o máximo) em que desfilamos nos trajes que costumamos andar sempre e nos meios de transporte de sempre, desde os anos 70, num grêmio estudantil de uma escola de cidade grande."

* Este texto nada tem a ver com o autor deste blog. Foi recebido por e-mail de um tal de Astolpho Fagundes, com o pedido de publicação, conforme o leitor bem pode perceber no inicio do post. No entanto, este blogueiro prefere deixar pra homenagear a terra de São Pedro no dia dos desfiles.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

220v

O dia em que o calendário escolar tiver 220 dias letivos, serei o primeiro a me exonerar e partir pra política porque são os políticos que entendem de educação, não os professores!

domingo, 11 de setembro de 2011

Um 11 de setembro pra esquecer

Final de domingo, este blogueiro está sem assunto. Penso em falar dos jogos do final de semana ou da polêmica da vez. Mas não é bem isso que quero. Na verdade, quero mesmo é manter contato vivo com meus leitores. Todos os meus leitores são inteligentíssimos. Todos os dois. Não se engane com os "seguidores" da lateral da página. Tenho 16 pessoas cadastradas como acompanhantes do blog, mas tenho minhas dúvidas se realmente leem. E acredito que esses 16 sejam pessoas bem educadas e que ficam com dó deste blog, por isso não o deletam da lista. São pessoas honradas e amigas o suficiente pra dar uma forcinha, já que sou leitor do blog deles. Sou fã de quase todos. Só não sou dos que abandonaram seus blogs. Quer dizer, sou fã destes também, mas já não os leio mais. Até porque se fosse ler, seria um ato de repetição, porque já não postam há muito tempo.
O leitor já deve ter percebido que estou meio sem assunto. É que realmente não quero ver quem venceu ou quem perdeu na rodada do campeonato nacional, não quero ver qual o astro da bola que está envolvido em negociações absurdas, nem qual bandido foi preso. Não quero discutir a economia global decadente. Muito menos ficar repetindo que a crise não é crise, mas parte do processo de centralização de renda. Hoje não estou afim de me posicionar. Só quero um papo agradável com meus leitores.
Mas como nem tudo são flores, ainda há um assunto que me incomoda neste domingo. O pneu da minha bicicleta furou. Isso me deixou com muita raiva. Estava voltando do mercado, com o bagageiro cheio de compras e o pneu simplesmente começou a bater aro. Isso me revoltou! Por isso resolvi fazer terapia, igual às tias que escrevem poemas de amor ou saudade, pintam quadros de paisagens ou natureza morta, essas coisas, e postei aqui a experiência dolorosa.
Tá certo que a data é significativa pra humanidade, afinal, aquela atrocidade não pode ser esquecida. O que os EUA tentaram fazer com o Chile naquele 11 de setembro jamais deve cair no esquecimento. Mas não quero falar disso. A data marcou muito pra mim pelo fato do pneu da minha bicicleta ter furado. Quero esquecer o dia de hoje.