segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Cordiais saudações
A América soluça:
"A solução é dissolver Assange"
Wikileaks
A América rica fica
se comunica e se trumbica
Wikileaks
A Mary, cá, perdeu os seu segredos
Wikileaks
Morro de Velho
(Alemão? Cruzeiro?)
Não leio tudo.
Ouvi o choro da Mary, cá
Ouvi o soluço da América
Wikileaks
sábado, 13 de novembro de 2010
Sábado animado: vídeo e rádio
O referido trabalho radiofônico é produzido pelo movimento ambientalista VerdeNovo e este blogueiro participa como convidado. Portanto, é possível conhecer minha voz de cantor de banheiro e dar umas risadas dos meus pitacos.
A produção audiovisual é autoexplicativa. Basta clicar no play e conferir.
O vídeo está aí em baixo e o programa pode ser ouvido, como em todos os sábados, a partir das 19h, clicando no link da rádio aí em cima.
domingo, 7 de novembro de 2010
Meta-se na ficção: metaficção
Assim iniciou minha carreira de escritor. A carreira de um escritor que ainda não conseguiu concluir um conto sequer, muito menos publicar algo em livro. Mas creio que isso não me tira o caráter de escritor. Invento histórias e as escrevo e isso é o que importa. Evidentemente, em respeito aos leitores deste espaço, não as publico aqui. Quem sabe algum dia eu as consiga concluir e publicar em formato impresso, pra ser lançado em feira do livro ou coisas do gênero. Além de escritor, também sou pretensioso crítico literário. Digo pretensioso porque, embora especialista certificado na área, sei que ainda tenho muito chão pra andar e muito livro pra folhear. Minha especialização, portanto, é em Literatura Comparada. Nessa área, o importante é analisar alguns aspectos de determinada obra e observar como se relaciona com outra ou com outras áreas do conhecimento. Pra demonstrar um pouco como isso funciona na prática, resolvi fazer uma pequena análise usando duas obras externas à literatura, ainda que narrativas e adotando apenas alguns aspectos. Escolhi analisar "Saneamento Básico - O filme", de Jorge Furtado e "Os Simpsons - O filme", de Matt Groening. Alerto, no entanto, o leitor, que será uma curtíssima análise, na qual apontarei algumas aproximações entre a obra cinematográfica de Furtado e o desenho animado de Groening. Depois dessa crítitica que segue, tentarei contar uma das peripécias que aconteciam na casa dos meus tios. Das que realmente aconteciam, não as que inventei. Aí meus leitores saberão o quão sem graça eram os fatos que eu precisava distorcer. Mas primeiro apresento o ensaio.
Springfield e Linha Cristal: Os filmes
No mesmo caminho, duas obras que chegaram aos cinemas brasileiros no ano de 2007 chamam atenção. São elas Saneamento básico - o filme, do gaúcho Jorge Furtado, e Os Simpsons - o filme, do norteamericano Matt Groening.
No primeiro, os moradores da localidade chamada Linha Cristal (que bem poderia ser qualquer povoado brasileiro) estão preocupados com um esgoto a céu aberto que causa diversos problemas de saúde pública. Para a solução do problema, a população pleiteia há muito tempo a construção de uma fossa. Para tanto, reunem-se no início do filme os próprios moradores. Porém, a narrativa inicia antes de surgirem as imagens, com a personagem Marina (Fernanda Torres) chamando o público do cinema a acomodar-se. Há um diálogo, portanto, entre a personagem e a plateia. Ao iniciarem as imagens, percebe-se que o diálogo, na verdade, ocorre entre Marina e os demais habitantes do lugar que estão chegando para o encontro.
Na segunda obra, o lago que banha a cidade de Springfield, nos Estados Unidos (o número de cidades norteamericanas com esse nome é difícil de saber, portanto, poderia ser qualquer cidade daquele país) está totalmente poluído. Nesse ponto, ocorre a primeira aproximação entre as narrativas. De um lado, há um esgoto a céu aberto que está causando danos ambientais, de outro, há um lago que já não mais suporta receber dejetos e também implica em consequências ambientais difíceis.
A segunda aproximação entre as obras ocorre quando Homer Simpson está assistindo, junto com sua família, um desenho animado num cinema, e resolve criticar o fato de alguém pagar para assistir algo que passa gratuitamente na televisão, inclusive apontando para quem seriam as pessoas que disperdiçam dinheiro até chegar a apontar para o expectador. O diálogo criado entre Marina e o público aparece de maneira diferente entre Homer e quem está assistindo ao filme, porém, pode-se afirmar que o diálogo direto personagem-público existe.
Outra aproximação interessante entre as narrativas é a metaficção. Se os Simpsons assistem desenho animado no cinema, O monstro do fosso é uma obra ficcional cinematográfica produzida e apresentada pelos moradores de Linha Cristal. Nesse filme encapsulado, a poluição no córrego gerou um monstro adormecido que é acordado pelas obras de construção de um fosso (ou fossa, conforme discussão entre as personagens) e que poderia por Linha Cristal em risco. De maneira similar, embora não esteja integrando uma "narrativa dentro da narrativa", o lago de Springfield, devido à quantidade de dejetos, cria um "monstrinho": um peixe de muitos olhos que acaba por trazer sérias consequências à cidade.
Em termos formais das obras, o destaque mesmo continua no ponto do metaficcional. De um lado, um filme sobre quem produz um filme e de outro um desenho animado sobre quem assiste desenho animado. Nesse ponto, ambos os trabalhos conseguem realizar autocrítica e discutir a validade das obras dos seus respectivos gêneros.
Agora, segue um dos acontecimentos das casas dos tios
Na outra casa, ao sul da estrada, a casa do tio Pedro, não havia luz elétrica, mas tinha uma égua petiça da bisavó, que não nos deixava montar (a égua é que não deixava, a bisavó deixava montar - na petiça, é claro). Tinha também um açude onde minha tia criava traíras de estimação. Nele, certa vez, ocorreu um fato curioso, mas nada de extraordinário.
Reza a lenda que a tia Nida alimentava, chamava pelo nome e acariciava um dos peixes enquanto aqueciam ao sol. Todos confirmavam. Meu tio, sempre proseador, sempre contava que via tia Nida acariciando a barriga da traíra. Eu, sempre espantado, perguntava se não mordia, mas jamais a resposta era de que o bicho se rebelara contra a dona. Muitos verões após eu ouvir contar histórias da tia e sua traíra de estimação, ouvi contar uma história ocorrida com meu primo. Diz que minha tia estava atarefada em casa. Era época da choca do peixe e eu ainda estava no período letivo, estudando pra chegar à sétima série. Meu primo morava na região e estava quase todos os finais de semana nas casas dos tios, sendo que o tio Sérgio era avô dele. Minha tia estava atarefada e não viu. Meu primo, de tanto acompanhar tia Nida, resolveu ir tratar os bichos, como se diz por aqui. Levou sei lá eu o quê pra dar às traíras. Deu comida, chamou pelo nome, mas não precisava, pois era época da choca e ela já estava à beira do pequeno lago artificial, aquecendo ao sol. O guri resolveu tentar o impensável: acariciar a barriga do peixe. Primeiro, foi aproximando, conversando, jurando que estava sendo ouvido. E o animalzinho continuou ali, tomando banho de sol. Aos poucos, foi aproximando a mão da água. Claro, se tocasse primeiro na superfície, certamente espantaria a presa ou, no caso, o bicho de estimação, uma traíra de pelúcua, pensou. Então, resolveu chegar rápido e delicadamente, evitando assustar e fazer a traíra fugir. Tanto foram os rodeios que enfiou a mão, como se desse um bote certeiro para pegar um pedaço de carne do churrasco que caiu no fogo, evitando se queimar. Mas foi só o tempo de enfiar a mão n'agua e sair com o fruto da pesca no anzol formado pelo dedo. Conseguiu tirar da água uma traíra que já estava sendo criada há mais de cinco anos, o que significa um peso razoável. A sorte é que o dedo não tem fisga, por isso o peixe conseguiu soltar o dedo rapidamente ao sair da água. Mas o estrago já estava feito e o primo ficou com o dedo rasgado. Tanto que feriu o tendão e fez com que o dedo ficasse com sequela: formou-se um desvio de maneira a parecer mesmo uma fisga.
Ao mostrar o dedo do primo aos amigos, jamais conseguiria contar que foi assim. Na segunda frase, todos já estariam enjoados de ouvir. Então eu resolvia dizer que havíamos descoberto uma antiga estação férrea que era usada de depósito de agrotóxicos e que havíamos sido pegos pelos caseiros do local. Daí passávamos por aventuras que poderiam culminar com o dedo quebrado do meu primo e conseguir evitar que os produtos fossem jogados numa sanga de um lugar fictício chamado Carvalho de Freitas, divisa de Pedro Osório e Herval do Sul, sul do Rio Grande do Sul, onde hoje estaria tomada de eucalíptos para a exportação de água.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Registrando um Dilma Feliz
O respeito venceu o ódio
A liberdade venceu o preconceito
A inteligência venceu a desinformação
O olhar venceu a manipulação
O bom humor venceu a palhaçada
A luz venceu o aborto
O povo venceu tudo isso
Mas não foi bem assim
Foi assim
O medo foi vencido pela esperança
O ódio foi vencido pelo respeito
O preconceito foi vencido pela liberdade
A desinformação foi vencida pela inteligência
A manipulação foi vencida pelo olhar
A palhaçada perdeu o bom humor e para o bom humor
O aborto voltou-se contra o abortante
Tudo isso vencido pelo povo
O fujão foi vencido pela guerreira e a guerreira venceu o fujão. Simples assim!
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
No mais, encontrei um texto que me assustou um pouco e repasso o link ao leitor. Trata-se da fragilidade da urna eletrônica. Basta clicar no link abaixo.
http://opiniaoenoticia.com.br/internacional/asia-oceania/comprovado-que-urna-eletronica-e-sujeita-a-fraude/
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Alô alô, Terezinhaaaaaa!
Alô TFP: faço campanha de arrecadação via internet. Peço ajuda aos necessitados por vocês. Aliás, peço aos necessitados que nos ajudem e digo que é pra ajudar aos necessitados. Se tiver interesse, basta contactar João Sérgio Guimarães, presidente da TFP.
Alô Folha de Sumpaulo: o Fernandinho Beira-Mar tem uma grave denúncia de pedido de propina na Casa Civil. Já encaminhei a fonte confiável. Agora é com vocês investigarem.
Alô Zero Hora: Adiantem o serviço reclamando da falta de policiamento no governo Tarso. Não esperem acontecer! CPI já!
domingo, 10 de outubro de 2010
Sim ao aborto!
A bem da dita verdade, a dita dura verdade (cacofonia velha, mas funcional) sou favorável ao aborto. Não falo em aborto de gente. Isso é outra discussão. Sou favorável ao aborto de determinadas ideias, como o de uso de baixaria em campanha eleitoral. Favorável a abortar o jogo sujo e o golpe baixo. Pra mim, quando alguém começa a gestar uma ideia imbecil, deve abortá-la imediatamente. Mas isso é antidemocrático, não é? Que se dane! Já disse: hoje acordei antidemocrático, dentre outros anti.
Voltando ao caso de acordar antiabortivo, não querendo criar confusão nos leitores, mas criando, acordei assim porque acordei com vontade de defender que não se deve abortar coisas que realmente estão dando certo, mesmo que seja um certo meio duvidoso, mesmo que estejam dando certo com pontuais ressalvas, coisas que dão certo mas que apresentam um Belo Monte de problemas. Mas, ainda assim, são coisas que estão dando relativamente certo e que não podem ser abortadas, principalmente por procedimentos anti-higiênicos. Sou antiabortivo por não querer que abortem um projeto fraco, mas que pode ser melhorado em favor de um que cria anacéfalos, filhos de violações de todas as espécies e, principalmente, tem seu jogo sujo escondido por uma cortina midiática ojerizante.
Por isso, acordei e bloqueei alguns nomes da minha lista de contatos de e-mail: pretendo abortar algumas ideias estúpidas pra que não seja abortado um trabalho que pode ser melhorado.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
De negrinhos, um cineasta crítico e a liberdade de expressão
Saiba do encontro entre militares e representantes da Veja e da corporação Globo "em defesa da liberdade de expressão" clicando aqui.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Valhapena...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Império Romano - IR, por Groucho
O flato, digo, o fato é que lembrei de algumas amenidades que gostaria de partilhar com meus leitores.
Durante as tais férias, fui viajar ao Uruguay. Não quero ficar tecendo comentários turísticos sobre a hospitalidade do povo de lá, nem que Montevideo é uma cidade fantástica. Quero falar é de um momento epifânico que lembrei de ter tido quando estava lá. Explico: há um tempo, tive uma epifania: sou marxista, mas não pelo pensamento do Karl e sim o de Groucho. Só não me peçam pra explicar o que significa ser marxista pela tendência de Groucho. Recomendo ler a respeito e assistir os filmes. E agora isso me veio à cabeça, graças à campanha política. Corta esse parágrafo aí, menino!
Outra narrativazinha que veio ao desembaraço é a respeito de quanto a justiça e a mídia nesse país continuam caçando borboletas. Pensando bem, essa historinha se parte em duas: a primeira, diz respeito ao famoso arqueiro que teria esquartejado a mulher e, com ajuda de um fiel escudeiro, atirado os pedaços aos cães, além de enterrar os poucos pedaços restantes no concreto. Tem testemunha e tudo. Porém, como não se encontra o corpo, a justiça começa a trabalhar pela hipótese de não haver assassinato, já que não há defunto. A hipótese agora é a da lesão corporal. Aposto minha reputação (que já não é lá essas coisas) que os dois serão absolvidos. Sem quebrar parágrafo, sigo em direção à segunda (quem mudou de linha foi o editor de texto, o que pode ser reparado pelo inicio do outro assunto na mesma linha, marcado pela fonte em destaque). Vazou a declaração de IR de alguns políticos chegados ao candidato Serra e ao ex-presida FHC. A mídia toda bate em cima pra que se declare que foi alguém ligado à Dilma quem fez o furo pra fazer a coisa vazar. Até aí, tá legal. Vazar a intimidade dos outros é uma coisa muito feia. Mas o que tem na tal declaração que faz com que essa gente má tenha pretensão de torná-la pública? Ou refazendo a pergunta: a tal declaração de IR compromete a quem?
domingo, 18 de julho de 2010
A volta do regresso
Aldo Rebelo é o nome da figura. Fiquei tão feliz com as colocações dele que resolvi escrever uma carta ao nobre fdp em respeitosa resposta. O texto segue:
Dirijo-me a V. Exa. com o intuito de, peremptoriamente, complacer deverasmente com sua prosopopeia em apoio à despundonorizada caterva brilhantemente liderada pela não menos Excelente Sena(dor)a Kátia. Devo apontar o denodo ao qual o nobre representante dos ideais stalinistas se uniu ao grupo desgregado e desprovido de escrúpulos sob o subterfúgio de "salvar a nação dos imperialistas" (perdoai o linguajar populesco!).
Meu anelo, em verdade, é o de que Minerva controle as faculdades cogno-intelecto-esfínctera dos demais componentes dos seus nobres colegas, para que, com propósito cristalino, o seu relato elucidante venha a ser consagrado e reafirmado.
Portanto, como V. Exa. evacuou seu esfíncter ao expelir tamanho bolo fecal, disponho-me a instigar ao semideus Príapo, guardião dos jardins e das plantações, a que lance sua arma fálica para preencher o espaço dantes ocupado pelo material excretório na sua ampola retal.
Respeitosamente,
Um imperialista da mentira!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Mais um pouco sobre José Saramago
Começo por duas falas do próprio escritor. A primeira, de que os cientistas não sabem de nada, mas explicam tudo, enquanto que os poetas sabem de tudo, mas não explicam nada. A segunda, inclusive já foi citada no Sul21 e que acompanha algumas coisas que já escrevi aqui: o tuíter!: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido”. Não vou estender essa discussão ainda mais. Até mesmo por não ser necessário.
Termino as observações pela experiência que tive hoje à tarde. Ao chegar na escola que trabalho, estava cabisbaixo com a notícia. Pensei em pedir atenção de todos na Sala do Avon e dar a notícia, mas algo me conteve. Fiquei lá, aguardando o início da aula. Então, a maioria dos colegas foi pras respectivas salas e eu fiquei com mais duas professoras um pouquinho mais, já que as nossas turmas entram minutos depois. Nesse instante, percebi a tv ligada e a chamada pra notícia da morte de Saramago. Claro que isso foi noticiado beeeeem depois que terminou o jogo da Copa. Então, uma das colegas que parecia desatenta perguntou: "quem morreu?" e a minha resposta foi mais que de bate-pronto (pra usar a linguagem futebolística): "Saramago". Pra minha surpresa, da mesma forma que respondi, recebi outra pergunta: "e quem era ele?". Foi o suficiente pra me deprimir. Definitivamente.
Extremamente triste com a perda!
Mas o pior de tudo, é saber que ocorreu o óbito às 09h (horário de Brasília) e já passam das 11h e 30min e a grande imprensa ainda não deu uma linha. Se fosse alguém ligado ao futebol?
Isso me remete a quando Mário Quintana partiu desta pra uma outra. No mesmo período, foi-se o tal de Senna. O país inteiro chorou a perda do cara que se naturalizou em outras bandas pra pagar menos impostos e fez de conta que o poeta nem existia.
Lamentável!
domingo, 6 de junho de 2010
Teste sua pegada!
Dessa vez, o que me veio à reflexão foi a ideia de quanto estou, particularmente, comprometendo o ambiente no qual vivo. Qual seria a minha "pegada ecológica"? Antes de responder a isso, preciso deixar claro ao leitor mais desavisado o que exatamente é essa tal pegada.
Não. Não trato aqui daquela pegada que enlouquece as mulheres, quando a gente (os homens, principalmente) chega com firmeza, calor e ousadia, endurecendo sem perder a ternura, toma a parceira (no meu caso, mulheres) de maneira a não deixar fôlego, arrebatando com volúpia e uma pitada de rudez carinhosa, fazendo com que elas se entreguem totalmente ao prazer. Não é desta pegada que falo. A pegada a qual falo, é comparável àquela que deixamos na praia, quando pisamos na areia molhada, ou num terreno lodoso. Falo da pegada no sentido de deixar marcada a nossa passagem. Não que a primeira forma de pegada não deixe marcas da passagem do homem na vida da mulher, mas na segunda é a marca que vem melhor ao caso.
Sendo assim, a pegada ecológica (note o leitor que já não aguenta mais ler essa palavra nesse texto, logo direi o motivo de tanta repetição) nada mais é do que a marca que deixamos na nossa existência. A marca deixada pelo nosso ato de pisar em algo. Pisar na Terra. Por consequência, é o efeito de toda a nossa existência: o que consumimos, o que dejetamos, o que destruímos pra benefício (sic) próprio.
Voltando à questão da minha pegada (lembrando que não falarei da minha vida sexual, embora esteja atentado, pois daria um miniconto interessante), descobri, um site onde calculo o quanto estou prejudicando o planeta. Basta entrar no site www.pegadaecologica.org.br ou em www.oeco.com.br/calculadora (sendo este o mais interessante) e responder às perguntas. No final, após a 15ª questão, ele indica a quantidade de planetas iguais à Terra seriam necessários pra sustentar a vida caso todos tivessem o mesmo rítmo de consumo. Vale lembrar que é apenas uma ideia e que as questões são genéricas, sem considerar pormenores, mas dá pra tirar algumas conclusões. No meu caso, um sujeito que tem preocupações socioambientais e vive tagarelando isso, precisaríamos de dois exemplares do nosso planeta. O leitor poderá clicar no link de um dos sites e verificar a sua própria pegada. Se quiser verificar a outra pegada, deverá fazer outro tipo de teste.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Pode me ler, mas não precisa seguir
Por outro lado, Autran Dourado já disse, em "O risco do bordado", que períodos longos não são pra iniciantes. Juntando a isso, Jorge Furtado, ao fazer "O homem que copiava", afirmou que estamos numa época em que algumas pessoas têm memória de peixe. O produto dessas duas informações é o próprio tuíter. Quem não é muito chegado a escrever, acaba escrevendo pouco, de maneira curta, e em segundos o leitor esquece o que leu no hipertérmico instantâneo, justamente por ter outra breve informação logo alí, ao alcance dos olhos parados. Também é possível olhar aquele vídeo do iutubi, acessar orkut (leia-se colheita feliz), falar no msn, mandar sms, tudo ao mesmo tempo em que se lê e escreve no tal segundário.
Nem discuto a questão da pretensão de se achar que quem está no tuíter não tem leitores: tem seguidores.
E para acalorar mais este post que já ultrapassa os 39°C de temperatura, resolvi postar um vídeo do iutubi, produzido pro programa Massaroca, da TV Cultura. Mas um aviso: não é um vídeo de humor, mas um trabalho bem-humorado.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Há um ano, este otário falava
Na verdade, a mulher é que me tem e é ela quem exige tudo isso de mim. Eu só defendo essas coisas, mas não faço. Viu o que é ser incoerente? Incoerente e confuso.
Mas tanto gosto de apontar pros outros o meu dedo sujo de contradições que não consigo poupar nem a mim mesmo. E olha que contradição não é exatamente a mesma coisa que incoerência.
E pra que o leitor veja o quanto sou incoerente, vou pôr um link pra algumas postagens do ano passado, mais ou menos nessa mesma época. Clique aqui e leia por você mesmo, caro leitor.
E antes de mais nada, antes que alguém fique procurando incoerência entre o que disse naqueles dias e hoje, terá uma surpresa em perceber que está tudo aqui.
E (outro e...) atentem pros erros ortográficos: tudo fruto da preguiça em revisar...
Bem, olhando pra este post, nem sei se os leitores continuarão a ler este blog. Acho que agora me abandonam. Todos.
domingo, 25 de abril de 2010
História
Por isso que costumo estudar um pouco de história. E sempre procuro observar o máximo possível dos lados que se envolveram nos fatos. Algumas vezes eu consigo trazer o fato pro meu benefício, outras, consigo ver quem está se beneficiando e assim vai. É, caro leitor, pelo jeito, dessa vez não será tão divertido o que lerá aqui. Estou cheio de histórias pra contar e nenhuma delas é tão divertida quanto às anteriores. Na verdade, tenho muita enrolação também, mas isso já é praxe aqui.
Eu poderia até contar aquela piada em que a loura tentava dormir num avião e um sujeito, tentando tirar vantagem daquele estereótipo, incomoda a tal moça, tentando lográ-la em algum dinheiro. Ela até que reluta, mas a insistência do fuleragem a vence. Então resolve ouvir o que o cidadão a propõe:
- É simples. Uma aposta: eu pergunto e você tenta adivinhar. Se acertar, pago quinhentos reais. Se errar, me paga cinquenta.
Ela aceitou, só pra ver se o sujeito insuportável a deixava em paz. E lá foi a tal pergunta:
- Qual o nome do jogador de futebol que mais fez gols em copas?
A loura nem se deu o trabalho em tentar responder. Abriu a carteira e logo pegou a nota, entregou ao abobado e virou pro outro lado, tentando dormir. Mas o sujeitinho resolveu encher o saco da pobre.
- Só pra terminar a conversa. Dessa vez, você pergunta e eu tento adivinhar. Do mesmo jeito, se eu acertar, recebo cinquenta reais seus. Se errar, pago quinhentos.
Então a loura fez a seguinte pergunta, tentando ver-se livre do paspalho:
- Quando o homem foi à lua pela primeira vez, deixou uma pegada na superfície lunar. Então eu pergunto: qual o número do sapato usado pelo astronauta no dia?
O sujeito pensou, pesquisou, tentou ligar pra todos conhecidos que poderiam ajudá-lo e não obteve resposta. Contrariado, abriu a carteira e entregou os quinhentos reais à garota. Após entregar o dinheiro, ainda curioso, perguntou a ela qual seria a resposta.
A loura abriu a carteira, entregou a ele cinquenta reais e, dessa vez, virou definitivamente pro lado e foi dormir.
Mas não vou contar esta história aqui porque é muito longa. O que vou fazer é falar um pouco de história e de como podemos utilizar fatos que não aconteceram a nosso favor.
Pensei nisso quando estudava a Independência do Brasil. Mais precisamente quando Dom João VI disse a Pedro: "Toma essa porra de coroa antes que algum bosta ponha ela na cabeça, caralho!"
Era a deixa pra que Pedro I viesse a reclamar a independência. Mas saltei no tempo e vim parar nos dias atuais, de mudanças climáticas. Me dei conta que, do mesmo jeito que a coroa portuguesa, muita gente que prejudica algo toma a frente em defender esse algo, enquanto continua a prejudicar o mesmo algo. Nossa, quanto algo!
Trocando em miúdos e deixando de lero-lero, contarei uma anedota pra ilustrar melhor o que digo.
Uma das escolas das quais eu trabalho fez uma grande atividade festiva semana passada. Aconteceu uma enorme quantidade de atividades legais, desde gincana de materiais de limpeza, onde cada material levado valeria uma pontuação específica, passando por passeios pela comunidade e chegando a atividades ecológicas promovidas por pessoas ligadas a uma empresa de celulose. Fim da anedota. Não teve graça, né? Pois eu também não acho graça nisso. Perceber que uma empresa que tem como principal finalidade a degradação do ambiente, através da monocultura, que exporta água em forma de pasta pra fazer papel higiênico (água essa que sai do Aquífero Guarany, um dos mais importantes do mundo) e que, pelo mesmo fator da monocultura, compra ou arrenda grandes extensões de terra e derruba as árvores nativas (leia-se, restos da mata atlântica e matas integrantes do Bioma Pampa) pra plantar eucalipto com a finalidade de limpar a bunda de europeu e norte-americano (isso mesmo! Estão limpando a bunda com as nossas florestas!). Enfim, perceber que uma empresa dessas está tomando a frente do discurso ambiental. É mais ou menos como colocar um estuprador pra ensinar crianças sobre DSTs. É nisso que lembrei quando comecei a falar em história. Lembrei que essa tal empresa está obedecendo exatamente o que sugeriu Dom João VI: está botando a porra da coroa na cabeça antes que os aventureiros dos ecochatos cuidem disso e mostrem à população os malefícios da monocultura. Acho que me estendi dessa vez. Mas foi pro bem da loura da piada.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Saudosismo ou nostalgia?
O que me deixou nostálgico foi lembrar que há um ano, o mesmo governo disse que a média salarial do município era essa de R$ 1.089,27. Hoje eu lembro bem daquele dinheiro. Clique no valor e veja o meu salário padrão e as vantagens. Meu leitor terá um exemplo entre saudosismo e nostalgia.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Caio ali se eu leio
Mas pra não dizer que não falei em coisas novas, falo de uma camisa que ganhei de presente. Novinha. Tem até a etiqueta. Ah, desculpe o leitor. Essa falta de assunto tem me deixado bobo, além de já ser otário. Das coisas novas que trago (pois parei de fumar há tempos), destaco um poeminha que escrevi durante uma aula em que uma colega de especialização* falava sobre Caio Fernando Abreu. Na verdade, é um poema ainda inacabado, carente de revisões, mas que não me seguro em publicar aqui.
Caio Alice eu leio
Quando Caio, na literatura,
- leio e não entendo -
Caio só na história
Sei que ali se vai ao país das maravilhas
- mas leio e não entendo -
Ali, ter ar... ali se ter mina
Alice lê o mundo
Ali, ter (atura!)
- tudo coisas que não entendo -
* A colega em questão é Simone Xavier Moreira, atualmente especializanda em Literatura Comparada na UFPel e mestranda em Literatura na FURG.
domingo, 28 de março de 2010
Marina, morena, você se pintou...
Mas deixemos a politicagem de lado. Só digo que abro meu voto pra Dilma e pronto. Digo que, embora todo o esforço da mídia em me fazer petista, me tornei apenas simpático à candidatura apoiada pelo Previdente. Ah, prometi deixar a politicagem de lado, mas ainda não é hora. Sigo na minha politicagem. E respondo o que o leitor estaria querendo saber no momento: como a mídia nacional (aquela liderada pela rede Grobo, funk!, como diria Didi Mocó) estaria tentando me fazer petista? Resposta óvibia: quando eles dizem algo, faço o contrário. Temo que eles tenham descoberto isso e resolveram tentar avacalhar com o atual governo e com a candidata só pra que eu tome postura contrária. Por exemplo: eles dizem que os professores paulistas são baderneiros e eu acredito o contrário, que alguns policiais a mando de Zé Serra é que baixaram o cacete. Vi, inclusive, uma foto de um manifestante carregando uma policial ferida (inclusive lembrei da querida amiga Mulher na Polícia). Vi o quão humanos são os dois lados (policiais e manifestantes, não o Zé) e que a mídia costuma usar os seus cacetetes pra incriminar um ou outro, conforme o gosto do patrão. Mas o que eu estou fazendo? Estou falando sério num blog de tolices! Assim não dá. Esqueçam o que eu disse. Só lembrem que eu estou apoiando a Dilma porque a mídia nacional exige isso de mim.
domingo, 21 de março de 2010
Das palavras que não aturo!
Iniciamos por algo muito em voga: Empreendedor (e derivados, como empreendedorismo). Esta palavra tenta significar "alguém que empreende" ou "alguém que faz algo enquanto os outros ficam apenas se coçando". Pra mim, significa "alguém que encontrou a oportunidade de lucrar nas costas de outrem" ou "alguém que tem boas relações com o poder e consegue, por conta disso, sonegar impostos, promover concorrência desleal e lucrar com a desgraça alheia".
Outra que também não está demodê é a expressão Ecologicamente correto. Esta expressão tem como finalidade designar "algo que se preocupa com as questões das mudanças climáticas". Pois pra este que vos escreve significa "forma com que se referem pessoas que não dão a mínima pras questões ambientais mas que precisam adotar uma expressão pra ter um discurso que 'pega bem' diante do público" ou, ainda, "golpe de marketing de quem quer ficar bem na foto e não quer resolver nada", além de "maneira de se referir a algum paliativo como algo que anulará as agressões que o capital fez ao planeta".
segunda-feira, 15 de março de 2010
Saudosismo
Mas como esse cara não tem mérito nenhum, resolvi "puxar" meus leitores pra postagens antigas que eu gosto mais. Inicio com uma em que falo em sexo, a qual já tem quase um ano. Quem tiver interesse em ler sobre o assunto "perda da virgindade" e tiver estômago pra tanta bobagem que digo lá, basta clicar no link e muito prazer!
quarta-feira, 3 de março de 2010
Rapidinhas nem tão rápidas assim.
Pois bem. Embora não seja dado a imitar jornais (até porque temos temerários jornais ronsmar), desta vez, só desta vez, o farei. O prezado leitor (note que não uso sexismo. Pra mim, o gênero dos substantivos nada tem de relação com o sexo das pessoas, então, quando digo leitor, me refiro a leitores e leitoras, sem necessidade de explicar). Pois bem. O prezado leitor sabe que existem páginas em jornais, principalmente os mais ordinários, com notícias curtinhas. Sempre vem um título e uma notícia bem curtinha, cheia de efeitos e frases prontas. Então eu preparei algo nesse sentido. Por isso é que estou desenvolvendo este parágrafinho longo. Mas se já chegamos até aqui, não perca o que segue:
Janela$Window$
Fiquei sabendo que os EUA estão tentando barrar judicialmente o crescimento do softwere livre. Exigem medidas drásticas contra os governos dos países que resolveram adotar Sistemas Operacionais que não exigem pagamento de módicas quantias de aproximadamente R$800 por máquina instalada. Ou seja: querem que os governos paguem, mesmo que não tenham interesse por algo pago.
Criminalidade
Parece que em Porto Alegre inventaram o novo tipo de crime: assaltar, matar pra roubar sem roubar e sem declarar assalto. Quero crer que o caso do Secretário Eliseu Santos não tenha o mesmo fim do caso Daut, que foi um jornalista brutalmente assassinado nos anos 80 e nunca foi encontrado o culpado pela ação.
Acidentes acontecem...
Após o término do carnaval, em Pelotas/RS, um trabalhador que desmontava, junto com os colegas, o sistema de iluminação e sonorização da chamada "passarela do samba", mas que podemos denominar de "passarela do abate", morreu eletrocutado. Subiu em uma escada metálica para mexer em eletricidade. Lembrando que o trabalhador prestava serviços para uma empresa contratada pela prefeitura, ficam as perguntas (procure o leitor se informar e ficar estarrecido): quem deve ser responsabilizado? Quem matou mais esse trabalhador brasileiro?
sábado, 27 de fevereiro de 2010
O muito e o pouco de otário e de Rosalina
Poema retirado de um post de uma comunidade do orkut
Experiências de Rosalina vividas na escola:
Robavam minha merenda na quinta.
Quebrei o braço na sexta.
Ganhei um apelido na sétima.
Aproveitei muito na oitava.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Contribuição de um otário ao cancioneiro carnavalístico*
E pra participar da festa de Baco, ou do reinado de Momo, não sei bem ao certo, faço minha contribuição com um samba que me enredo. É intitulado: "Assim como a Galileia, os gregos, os troianos, os maias, os incas e os romanos, minha avenida está prestes a ficar pra trás, graças aos gerreiros dos outros lugares que vieram sacanear". Segue a letra:
Êô, êô
Skindô, skindô
Lê, lê, lê-ô
Skindô, skindô
No ziriguidum êô, êô
Aiê, aiê
Olhaêêêê
E foi assim que aconteceu
abriu espaço
tapou buraco
e o dinheiro que era meu gato comeu
E os egípcios
nos tempos de Inri Cristo
de braços abertos na Guanabara
Iê, iê
E a mãe África,
num carnaval branqueado
em que só dá modelo e atriz de novela,
foi pra lá de Bagdá
explodindo
com os aliados
Êô, êô
Skindô, skindô
Lê, lê, lê-ô
Skindô, skindô
No ziriguidum êô, êô
Aiê, aiê
Olhaêêêê
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Extra, extra: é dos carecas que elas gostam mais!
Como diria um apresentador de um programa de humor barato e amigo dos poderosos, olha isso:
sábado, 6 de fevereiro de 2010
Tratamento, terapia e belas fotos
Depois de um tempo afastado pra tratar minha patologia encé-falo-crí-tico, em que finalmente consegui voltar a ser um só, aproveito pra voltar a postar. Como este espaço é um diário, não exatamente um diário diário, mas um diário no sentido de registro individual. Enfim, isso é apenas um diário. Pois bem, como se trata de um diário, estou aproveitando pra expurgar alguns maus espíritos que ainda me restam depois do casamento típico alemão em que fui e comi bastante chucrute e bebi muito chope. Então, deixo sair os obsessores e vamos ao que interessa que são as notícias quentinhas, recém saídas do microondas, onde as descongelei.
Durante estes dias em que estive (estivemos) em tratamento, resolvi (tá bem, resolvemos) escolher um hoby pra tratar a cabeça. Aproveitei (tá, isso já foi tratado. Agora somos um só, sem plural mais!!!) que havia ganho um celular com câmera há um tempo atrás e decidi usar o artefato. E não é que deu certo!?! Consegui uns ângulos bem interessantes, como as fotos que estão abaixo. Aliás, embora falem por si só e não tenham legendas, antecipo os comentários. A foto do animalzinho foi tirada na praia de São Loureço do Sul, onde aproveitei pra botar a cabeça no lugar e os dois eus dentro dela. O animalzinho resolveu tomar banho de lagoa e pediu ao seu cãozinho que o levasse. Não pense o leitor que o cão foi levado à praia e aquela coisa toda. Foi ele quem levou o animalzinho pra passear. Quase reclamei, mas fiquei com medo de que o canino não conseguisse segurar a besta e esta me dar uma mordida e vá que estivesse com as vacinas atrasadas.
A outra foto é de um outdoor que está em boa parte do percurso da BR 116, no estado muy politizado em que vivo. Evidentemente, não se trata de campanha política, já que é um anúncio de um programa de tv, mesmo que o sujeito da foto seja pré-candidato ao governo do estado e que as cores do anúncio, bem como o texto e o design seja muito semelhante aos das campanhas políticas do cidadão. E se pensar que a rede televisiva onde o programa é exibido não anuncia nenhum outro produto da sua grade, dá pra ver que estão preocupados mesmo é com a audiência. E mais: se pensarmos que o nome do programa não tem o mesmo destaque do que o nome do apresentador no outdoor, veremos que pretendem conquistar a audiência pela fama do ilustre político. Tenho certeza de que isso não é campanha antecipada, como poderia sugerir a foto da traseira do carro!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Estas, mais de mesa, frescuras e peripécias de um perfeito prefeito
Acontece que esse ano teremos eleições pra diversos cagos púbicos, desde gozernador até previdente, passando por de-puta-dos de todos os currais e, até mesmo, sem adores. Hoje, se não for aporrinhado por aquele meu eu fru-fru, vou falar um pouquinho sobre a dis-puta pra sucessão à Mulher-Tocha.
Reza a lenda que, numa terra não muito distante, na cidade em que sediou as primeiras edições do Fórum Social Mundial, aquela em que queriam fincar espigões nas margens do rio-lago e que tem início de obras de estádio de futebol sem licença ambiental, existe um prefeito perfeito canalha. Mas que quer ser gozernador do estado encantado que fecha escolas e se diz politizado. Esse prefeito perfeito malandro também é cocompositor. Já escreveu inúmeras canções, como aquela... aquela... aquela... qual era mesmo a música? Mas deixemos os programas do Sílvio Santos de lado e vamos ao que interessa.
O tal prefeito perfeito canastrão tem ligações com casos de corrupção, pelos quais corre o risco de ser preso a qualquer momento. Mas isso, curiosamente, não é alvo de ataque do tocador de uvas de um certo Jornal que passa na hora do rango. Parece que desapareceram mais de 9 milhões de reais da tal prefeitura e as notícias que rolam por aí... acho melhor dizer que as notícias não chegam a rolar. Tudo só aparece na blogsfera.
Deixando esses comentários do mundo encantado do trágico de Oz, também preciso comentar sobre a própria blogsfera. Cada dia que passa, descubro um novo blog interessante. Dessa vez foi o abobrinhas psicodélicas que li e indico. Tem semelhanças temáticas com este nosso, só que melhor escrito. Vale a pena clicar e conhecer.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Post rápido, antes que seja tarde, sobre nomes curiosos
Viram? Cortei! Agora vou falar do que eu realmente quero. Vou falar de algo que vem me tirando noites de sono, como o motivo que leva alguns músicos em colocar títulos esquisitos em suas músicas e em bandas escolherem nomes estranhos.
Começo falando de algumas bandas, obviamente de rock.
Certamente o meu leitor já ouviu algo da Graforreia Xilarmônica. É um nome estranho mesmo. Parece que foi tirada de um dicionário. E foi. Mas isso já não soa tão estranho assim. Estranho mesmo é abrir o hd do meu pc e escutar coisas do tipo "Atahualpa Y Os Panquis", "Aristhóteles de Ananias Jr", "Filhos da Pauta", "Júpter Apple" (embora esse não seja algo tão esquisito assim, mas devidas as circunstâncias em que surgiu, realmente surpreende). Mas esses são alguns nomes e dos menos estranhos.
Mas o interessante mesmo é observar títulos de música. Aí a coisa não fica só no rock. Tem muita gente de várias tendências musicais. Aí vai uma listinha que deixo aberta ao leitor que queira contribuir e aumentá-las:
* Canibal vegetariano devora planta carnívora - Engenheiros do Havaí;
* Do mastigativo ao defecativo - Falcão;
* Lem-ed-ecalg - Módulo 1000;
* Pra viajar no cosmos não precisa gasolina - Nei Lisboa;
* Jesus não tem dentes no país dos banguelas - Titãs;
* Ou é ou deixa de é - Falcão.
Claro, é apenas uma listinha bem pequena pra provocar os leitores que conhecem outras, inclusive outros "artistas" que tenham nomes estranhos. Conheço outros, mas não pretendo ficar pesquisando e citei só o que lembro no ligeirão, antes que meu outro eu apareça e me faça deletar este post e retome o papo político chato. Por favor, leitores, contribuam antes que seja tarde e esse outro otário que vive dentro de mim resolva deletar este texto.
* Em tempo: este comentário foi escrito em duas etapas porque, quando estava na metade dele, meu outro eu apareceu e precisei desligar o computador antes que ele tomasse as rédeas. Terminei tudo rápido agora pra evitar que aconteça o mesmo. Se esse post for publicado, é sinal de que fui mais rápido que el
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
URGENTE

Recebi, por e-mail, o texto abaixo e acho melhor publicar agora. Trata de mais um trabalho (de tantos) da Mulher Tocha. Agora quer privatizar a tv púbica do estado. Leia o texto que segue abaixo:
"Olá queridos (as) amigos (as),
Os funcionários da TVErs/FM Cultura estão se mobilizando para evitar o fim das emissoras públicas no RS.
Favor, leia o Manifesto em: http://forumtve.blogspot.com/2009/12/tve-e-fm-cultura-correm-risco-de.html
A primeira ação seria manter a TVE na tua atual sede no Morro Santa Teresa (Rua Corrêa Lima, 2118). Mas a última notícia é que o prédio da TVE foi vendido para a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC). O prazo para saída das emissoras do local é no dia 31 de março de 2010.
Você pode participar de várias formas: divulgando a notícia, assinando o abaixo-assinado, prestigiando o Ato-Show (dia 20/12, em Porto Alegre) ou ainda o Abraço Simbólico no atual prédio (que será realizado em data a confirmar).
Assinaturas do abaixo-assinado em
http://bit.ly/6qw9VE
Conheça a agenda completa de atividades do Fórum TVE/FM Cultura em http://forumtve.blogspot.com
Contamos com a participação de todos.
Desideiado
sábado, 2 de janeiro de 2010
Boris, a aranha
Certa feita, Boris, uma aranhazinha muito levada
subiu numa parede
pelo cabo da vassoura do gari
- que merda! - dizia o animalzinho
- cuidado que estão ouvindo - dizia seu amiguinho porco
- que baixeza do lixeiro - retrucava, cheia de patinhas
a aranhazinha que caiu na própria teia
Boris que já havia matado alguns galos
durante os tempos dos generais
esquecia que era rasteira
poderia ser esmagada pelos pés do baixo clero
mas ela se deu bem
ganhou cargo importante na tv
foi apresentar noticiário com esmero
e se dizia envergonhada