terça-feira, 25 de agosto de 2009
Concha de talhos (no blog)
Ando sem muitas ideias pra escrever, mas tendo muito assunto importante. Cheguei, realmente, a planejar postar algo como a tabela do campeonato mais fajuto da história do futebol mundial, mas fiquei pensando nos conselhos de uma amiga que diz que em boca fechada não entra moscas, então, resolvi ficar de boca fechada. Mas, em respeito aos meus leitores, ainda que poucos, resolvi postar apenas algumas referências aqui. Ando com humor fraco também. Não consigo fazer piadinhas sobre a macaca do Serra e do dedo do Lula. Então, vou pedir paciência ao caro amigo pra que acesse os blogs que referencio. Valem a pena.
O primeiro deles é o Zero Fora (na verdade, o primeiro já foi referenciado com link acima, mas esse aqui é o primeiro que tinha planejado pra essa listagem). Traz um texto importante sobre o projeto que queria (e ainda quer) roubar a orla do Guaíba dos porto-alegrenses (a reforma continua me confundindo). Além disso, também trata um pouco do assunto"sem-terra assassinado" e de como isso foi tratado pela grande mija do estado que ainda pensa que é província.
O segundo é o Cloaca News, do qual já tive a honra de chupar bastante coisa. Meus leitores devem estar lembrados que já inaugurei (este blog é igual a político"progressista" em época de eleição) uma sessão chamada Chupando da Cloaca. É exatamente disso que estou falando. Podem dar uma olhada nesse blog todo que vale a pena. Tem até filme pornô, mas tudo com um bom gosto (fiquei tentado em escrever bom-gosto, só pra confundir o leitor).
Bem, hoje, realmente, estou sem muita ideia pra escrever. Acessem as referências e depois me digam.
Quanto à tabela e classificação do campeonato brasileiro, podem ficar sossegados os meus leitores que provavelmente um time será campeão, juntar-se-á a outros 3 e ambos irão para a Copa Libertadores, aquela que homenageia quem os dirigentes do futebol mais odeiam...
Ah, também cairão 4 para a série B.
Mas, como ninguém é de ferro, segue um videozinho:
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Além de terrorista, ladrão...

Vou quebrar uma promessa hoje. Havia dito que tão cedo não falaria em política, muito menos na queridinha da família Sirotsky. Mas, como ando sem muito o que falar ultimamente, resolvi dar o ar da graça no assunto novamente.
Mentira minha. Na verdade, me senti ofendido pela dama das placas. Já havia me chamado de terrorista, o que eu rebati, mas engoli. Afinal, o que a grande mídia nomeia de terrorista, em muitos casos, são pessoas que só têm uma maneira de lutar. Mas agora passou dos limites. Ela disse que a culpa pelo desgoverno no estado que planta o que não se come é dos blogs. Isso mesmo! Segundo a visão dela, quem roubou o dinheiro do DETRAN foram os blogs. É só seguir o raciocínio:
A crise do estado está posta porque houve a operação Rodin, quando descobriram uma quadrilha que desviou aquela mixaria do DETRAN. Logo, quem criou a crise foi quem roubou. Quem diz que a culpa pela crise é dos blogs, está dizendo que quem roubou foram os blogueiros. Fiquei ofendido na pequena parte que me toca.
Diante disso, pensei em processar a ex-governadora, mas recuei. Decidi fazer algo pior. Vou mandar uma carta anônima a ela dizendo que ou ela me repassa a parte que me toca, ou vou usar meu blog pra roubar a casa dela e impedir os netinhos dela a irem à escola.
Fonte da imagem: Revista Caras / Edição 785 - Ano 15 - Número 47
Embora não seja muito aconselhável a leitura...
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
otário desespero
Devido ao sucesso do show grobal, lançarei aqui a campanha "otário desespero", no qual eu me desespero em saber que muita gente entra na conversa fiada da emissora e faz doações que caberiam muito melhor no bolso da empregada. E o que é pior: os mesmos que doam pro (mal)dito fundo, são os que vivem arrotando contra os programas sociais. Não gostam do Bolsa Família que o governo federal dá e preferem colaborar com o Bolsa IR.
Então, convido o leitor a fazer parte da minha campanha e a enviar R$ 100,00 pra minha conta (tenho um pouco menos leitores do que a grobo tem em expectorantes) e ficar desesperado comigo.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Miniconto
Este miniconto eu escrevi em 1970*, logo após a vitória brasileira contra a Itália na Copa do México. É incrível como isso ganhou sentido agora.
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Uma história de merda
Estava eu, um velho homem de 78 anos, sentado num banco de praça e lendo o caderno de esportes de um jornal local, enquanto observava um pouco o que acontecia na minha volta. Minha visão era um tanto parva e só conseguia perceber bem o que estava na minha frente e muito próximo, por isso, me concentrava mais na leitura do que no que estava acontecendo na praça. Em compensação, talvez infelizmente, minha audição era perfeita. Diziam que eu tinha ouvidos de tuberculoso, título que ainda tenho, passada uma semana do fato...
Minha leitura era atrapalhada pelo discurso de dois cidadãos que estavam atrás de mim. Um tentava desmoralizar o outro, com palavras sujas. Depois de algum tempo, senti algo estranho bater nas minhas costas, seguido de um cheiro insuportável de merda. Fui obrigado a dobrar o jornal e me virei pra olhar o que tinha me lançado o enfeite.
Avistei os dois cidadãos que debatiam numa cena... o da direita, usava um terno preto, camisa azul e gravata vermelha com estrelinhas brancas. Um chapéu vistoso lhe cobria a cabeça. Enquanto o da esquerda usava uma calça social preta, camisa azul clara levemente arremangada e gravata também preta. Não usava chapeu, mas gritava auto e esbravejava palavras bíblicas distorcidas. Ambos estavam com grandes baldes de merda de diversas origens. Tudo fedia. Enquanto eu pensava que estavam apenas debatendo e discutindo, estavam é fazendo uma guerrinha de merda. Teve uma hora em que aconteceu uma coisa engraçada: o da direita atirou um monte com as duas mãos e atirou no da esquerda, pegando-lhe num bóton que usava que acho que era de alguma igreja. Este ficou furioso pegou a bosta do fundo do balde, a mais fedorenta, e atirou no chapéu do da direita, derrubando-lhe o adorno da cabeça e expondo uma outra coisa que tinha em baixo, da qual eu não consegui identificar direito. Mas eu, como velho e vivido que sou, não quis ficar ali, aguardando chegar mais merda na minha roupa limpinha. Eu não queria feder como aqueles dois. Dei um jeito de trocar de praça e deixar os fedorentos de lado.
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*Em tempo: o autor deste conto é mentiroso. Diz ter escrito em 1970, mas nasceu em 1975. Não acredite numa só palavra dele.
domingo, 9 de agosto de 2009
TV otário distraindo leitores
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
TFP e o IR: PQP

É curioso o que algumas instituições de caridade precisam fazer pra sobreviver. Isso realmente me deixa triste de saber que gente que sempre foi boa pra nação, como a TFP, precisa até se esconder atrás de um grupo religioso e, além de tudo, ficar enviando correspondências estranhas às pessoas que sequer conhecem.
A imagem acima é de um boleto bancário que a minha mãe recebeu dias atrás, junto com um rosário e uma carta.
Fiquei emocionado em saber que "um deputado federal não-cristão" estaria pretendendo retirar o título de pradoeira do Brasil, ocupado por Nossa Senhora Aparecida, e que tem um grupo interessado em divulgar o nome de Nossa Senhora do Rosário por causa disso. É claro que fiquei curioso em saber por que divulgar o nome de uma santa se outra é que esta sendo "prejudicada" e, além disso, por que alguém envia um pedido de auxílio financeiro a um necessitado justamente com o propósito de ajudar um necessitado. Isso é equivalente a pedir dinheiro a um mendigo pra dar esmola a outro mendigo.
Depois de uma rápida lida, resolvi enviar um e-mail ao sujeito chamado João Sérgio Guimarães, o qual assina a correspondência, pedindo alguns esclarecimentos sobre o assunto (de onde saiu o endereço da minha mãe, por que pedir dinheiro pra quem não tem com o pretexto de dar a quem não tem). Pedi que me respondesse em curto prazo, afirmando (é claro) que assim poderíamos contribuir mais rápido. Enviei há 8 dias e ainda não recebi resposta.
Talvez eu tivesse conseguido resposta caso houvesse perguntado se a contribuição serviria pra manter uma entidade que apoiou a ditadura militar, serviu de X9 dos milicos e que defende, dentre outras coisas, que é justo que pouquíssimos detenham grandes propriedades (sem o mínimo pudor disso) enquanto outros não sabem se poderão tomar café da manhã.
Mas curioso, mesmo, é a observação que tem lá na faixa azul superior da imagem: "o abatimento do IR, previsto no decreto... não se aplica a esta contribuição". Fiquei pensando que isso é óbvio: em geral, as pessoas que são convidadas a contribuir são de baixíssimo poder aquisitivo e já são isentas de IR. A não ser que eu não tenha entendido algo.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
A saúde!

Dia desses tive uma conversa com um professor da minha graduação e falávamos do circo armado sobre a tal da nova gripe. Chegamos a uma conclusão velha e esfarrapada que Charles de Gaulle, expresidente (maldita reforma!) francês, assim o disse: o Brasil não é um país sério.
Chegamos a tal afirmação depois de observar que foram transferidos os inícios das aulas da rede pública de ensino em uma quantidade enorme de escolas municipais e estaduais, sem falar em universidades, e se deixou o comércio aberto, ônibus superlotando, jogos de futebol com arquibancadas lotadas...
Diante disso, fica duas possibilidades: ou a gripe é uma marolinha, ou as otoridades são estúpidas o suficiente pra deixar que o interesse econômico decida. Estou desconfiado de que ambas são verdadeiras.
Outra coisa que me faz pensar que esse país não é sério é o caso da Monsanto conseguir proibir, por meio judicial, a circulação de uma cartilha sobre alimentos orgânicos, publicadas pelo Ministério da Saude (argh! maldita reforma!). Como eu não fui notificado e a proibição não é direcionada a mim, vou postar uma cópia que tenho. É só clicar aqui, baixar e repassar por e-mail às listas de contato. Se tiver interesse, pode imprimir e distribuir aos amigos.
Caso não consiga fazer o download, deixa o endereço de e-mail nos recados que repassarei o arquivo.
Elegendo a desgovernadora
sábado, 1 de agosto de 2009
A ironia e a (en)cobertura
O presidente da Câmara de Vereadores de um pequeno município gaúcho foi morto durante um assalto a banco. Segundo algumas testemunhas, o citado representante do povo, ao saber da ocorrência do assalto, deu de mão no seu oitão, pegou o automóvel (ia chamá-lo de bat-móvel, mas a nova ortografia e o hábito de se respeitar um falecido me fizeram deixar por automóvel) e foi fazer justiça pelas próprias mãos.
Veja bem o meu leitor que está longe de mim desrespeitar alguém que morreu tragicamente, mas não posso deixar passar a atitude tão comum a algumas otoridades da dita omanidade. Pois bem, deixamos o machadiano de lado. Voltemos ao caso.
Ao chegar no local do crime, o dito edil foi avistado por um dos policiais que certamente não o reconheceu e julgou suspeito que um sujeito chegue portando uma arma e conduzindo um carro preto até os vidros em um local onde ocorre um grande assalto. O que fez o servidor da segurança de tolerância zero da gobernanta? Mandou bala no político, num ato que seria simbólico caso fosse em algum determinado deputado federal, governador ou senador. Mas era um pobre vereador de um pequeno município. Esquecendo meu sentimentalismo barato de lado, lembro que era um pobre vereador armado. Aí eu chego onde queria: o que leva um sujeito a crer que ajudará numa situação dessas? Por que o cidadão resolveu ir de pistola em punho a um local de um crime?
O que matou esse vereador foi justamente o direito dele de andar armado. Foi a crença de que poderia resolver algo ou ajudar a resolver por ser otoridade e por andar armado. Foi, também, o imaginário coletivo da famosa "tolerância zero" em que diz que se tiveres uma arma, nada te acontecerá e, ao mesmo tempo, que se a polícia suspeitar de ti, poderá abrir fogo e perguntar depois. Aí que está a ironia. A sociedade assistiu de camarote o quanto aquilo que defende poderá se voltar contra. Não é um perfeito exemplo?
Mas esse post não acabou.
Depois de tudo isso, além do exemplo de ironia, ainda posso mostrar aos meus alunos como se comporta a mídia. Ao mostrar a morte do vereador, deixou passar muitos questionamentos. Vou postar alguns que pretendo levar aos meus alunos um dia:
1. Se fosse um cidadão comum com uma arma na mão?
2. O que o vereador tinha que ter ido ao local? Aliás, o que ele fazia armado?
3. Mesmo tendo sido um tanto precipitado, o policial não teve razão?
4. Por que o Lasier não comentou isso?
5. Por que a mídia gaúcha continua procurando fatos isolados pra encobrir os fatos interligados de corrupção e má administração do desgoverno Yeda/Feijó?
6. Esse espaço eu deixo ao próprio leitor que faça sua indagação.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Chupando da Cloaca
Como foi algo postado nos comentários por alguém anônimo, fiquei na dúvida se postaria aqui ou não. Decidi postar, com a ressalva de que estou apenas reproduzindo algo que já está publicado e que faz parte de muitos rumores a cerca do assunto. Tem um link pra outra fonte no final.
Segue o texto e o leitor que tire suas próprias conclusões precipitadas.
"
- Anônimo disse...
-
Gripe suína - Jornalista austríaca acusa OMS de genocídio
Jane Bürgermeister, jornalista austríaca, recentemente apresentou acusações criminais junto ao FBI contra a Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização das Nações Unidas (ONU), e vários altos funcionários governamentais e empresariais relativos bioterrorismo.
Jane criou um dossie, entregue ao FBI, que mostra as evidencias de que o virus da gripe suína foi criado em laboratório e usado para exterminar parte da populacao e forcar lei marcial.
"Evidencias de que um sindicato internacional de criminosos corporativos, que se anexaram com altos oficiais do governo dentro dos Estados Unidos, estao levando adiante um genocídio em massa contra as pessoas dos Estados Unidos usando um vírus pandemico artificialmente (geneticamente) modificado, e um programa de vacinacao para causar morte em massa, ferimentos e despovoar os EUA de forma a trasferir o controle dos EUA para a OMS, a ONU e suas forcas afiliadas de seguranca (Tropas da UN e OTAN)"
Uma das acusacoes é contra a Baxter, que enviou 12 kilos de vírus da Austria para vários países, como se fosse vacina. Jane cita também vários atos do governo e leis da ONU que dao poder ao governo, FEMA e a ONU para forcar vacinacao em massa, lei marcial e aprisionamento.
Jane foi despedida do seu emprego de correspondente européia para o site de energia renovável.
Fontes:
Dossie (em ingles)
Bidflu666 - Blog de Jane
Infowars - Jornalista é despedida
http://mathaba.net/news/?x=621102
http://www.youtube.com/watch?v=wHxHmHa9qvs
http://www.torontosun.com/news/canada/2009/02/27/8560781.html
http://www.examiner.com/x-6495-US-Intelligence-Examiner~y2009m7d10-CBS-60-Minutes-300-death-claims-from-1976-swine-flu-vaccine-only-one-death-from-flu
notícia fonte
Uma Nova Ordem Mundial"
A preocupação com a educação em primeiro lugar. A educação em último.
Mas o caso de os políticos não demonstrarem concretamente que dão prioridade à educação vai além do terrorismo da gogovernadoira sulina com os prefessores. Tem gente que não tem ensino fundamental e quer ser eleito. Não julgo que sejam incapazes de administrar algo (acho até que o atual previdente, com um bocado de ressalvas, tem sido melhor do que os mais letrados) mas penso no valor que foi dado por eles à própria educação formal. E isso ainda não é o pior.
O pior de tudo isso, mesmo, é ver um provável candidato ao maior cago, digo, cargo da nação não tem registro da profissão que exerce. Falo do criador de crateras do estado de São Paulo, José Serra, que não tem registro no conselho regional de economia. Li isso no blog do Paulo Henrique Amorim. O Conversa Afiada chega a questionar se o cidadão tem diploma de ciências econômicas. Isso sim é demonstrar interesse na educação.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Extra! Extra! Religiosos e políticos corruptos presos
Em pensar que fiquei espantado com o Sobel...
Ôh, posição!
Não, eu não estou falando do recesso escolar de meio de ano (as famosas férias do Julio). Estou falando da aprendiz de ditadora que está dando um tempo pras acusações levianas da oposição. Isso mesmo: O Lair Farst era da oposição, assim como o Marcelo "Gostoso" Cavalcanti e o Ministério Público Federal. Parece que o aprendiz de golpista Paulo Feijó (esse aprendeu alguns truques com o atual prefeito de Pelotas) também é da oposição radical petista-psolista-pstuista-marxista-stalinista-greenpeassista. Isso é que deve estar estressando a grande governadora do estado que vende os verdadeiros heróis. Por isso é que dou razão à ilustríssima progenitora da Tarcila (essa não apenas pinta, mas borda também) e acho que o melhor é se afastar desse bando de gente que não sabe se comportar e ficar quieto.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Desatualizando
Na verdade, o título deste post seria "atualizando", mas como fui levar as referências ainda para um passado mais distante, para um pretérito mais que perfeito, me dei conta que estava me distanciando da atualidade.
Pensando bem, fiz o mesmo que a moça das placas aos professores está fazendo com o estado que comemora empate em guerra: pego algo atrasado e levo ainda mais pra trás.
De qualquer forma, isso tudo serve pra dizer ao leitor que releia o post citado.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
O negócio é botar o lixo no lixo
Agora, o que dizer de um país que importa merda?
Isso mesmo. O Brasil está importando merda. Dias atrás, chegou aos portos de Santos e Rio Grande grandes conteiners de lixo de diversos tipos. Dentre eles, absorventes íntimos femininos e fraldas descartáveis devidamente descartados, além de outros de menor importância como lixo hospitalar e outros resíduos tóxicos. Nossas otoridades fazem questão de negociar a devolução. Coisa mais lógica. A merda e o chico devem estar vencidos, então, precisam negociar e discutir com algum órgão internacional equivalente ao Procon a possibilidade de mandar de volta o lixo. Um leitor do Correio do Povo chegou a sugerir trocarmos os degetos pelos nossos políticos, coisa que eu não concordo. O resultado do trabalho dos políticos por lá pode ser mais resíduo tóxico pra nós. Eu tenho sugestões:já pensaram em procurar os responsáveis por importar a porcaria e botar no xilindró? E parece que tem empresa que se denomina "socialmente responsável", justamente por reciclar lixo, envolvida nisso. Ou seja: estão sendo socialmente responsáveis com o lixo dos outros. No reciclador brasileiro é refresco. Já pensaram em botar tudo de volta no contêiner e enviar, sem aviso, sem dó e piedade (foi assim que veio parar aqui) de volta ao país de origem?
Terrorista, eu?
Esses professores da rede estadual de ensino são uns insensíveis terroristas. Onde já se viu não deixar os filhinhos da desgovernadora do estado que pede emprestado pra pagar dívidas irem à escola! Onde já se viu!
Além disso, torturam crianças! Lembro da tortura que foi pra mim a conclusão do ensino fundamental e médio. Fico imaginando a tortura que é pros meus alunos ficarem sabendo quantas mentiras ela já emitiu. Realmente, torturamos! Mudei de pessoa? A desgovernadora é que me fez mudar!
Mas, por outro lado, percebi que a digníssima proprietária da casinha de sapê me acusou de fazer justamente o que gente próxima dela fez durante 30 anos: torturar. Disso, não tenho dúvidas que ela entende.
Mas não quero me prender nessa praga da educação que são os professores. Essa corja só quer saber de ganhar mais. Que petulância! Ficar achando que os R$ 600,00, um verdadeiro roubo aos cofres do estado, são insuficientes pra comer, beber, dormir, vestir, divertir, comprar livros, se qualificar e torturar. Ora, a engovernadora tem razão. Somos todos petulantes. Onde já se viu, fazer curso de pobre como as licenciaturas e não se contentar com um salário estratosférico desses!
Justo, mesmo, seria que os aplicadores de prova do Detran fizessem greve. Justo, mesmo, seria se o secretário da transparência (sic) fizesse alguma manifestação pública. Opa!, isso todos os que passaram a pasta o fizeram.
Agora, o que a chocadora de gestão (quem promove choque de gestão é o quê?) não diz o é o nome que se dá a quem chama a polícia pra reprimir manifestações populares com violência. Também não fala sobre o que significa ameaçar retirar direitos, inclusive com demissão. Quem é terrorista, a final?
Que me perdoem os leitores por não manter a seriedade que me é peculiar e ficar contando piadas de mau gosto. Isso é consequência do terrorismo que venho sofrendo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Efeméride
Já foi o tempo em que ser rockeiro era ouvir algo transgressor e capaz de impulsionar atitudes revolucionárias. Hoje, um típico ouvinte desse tipo de música é aquele que não sabe sequer ler o tamanho do arquivo que baixou em mp3, parafraseando Frank Zappa, o Tom Zé do hemisfério norte.
Mas ainda há quem tente dar a tijolada no telhado de vidro dos coleguinhas pagadores de jabá e que adoram imitar as bandinhas xexelentas que rodaram na mídia nacional durante os anos 90. Um deles chama-se Jupter Apple, ou Júpter Maçã, aos menos avisados. Não é tão genial quanto o Tom Zé. É um imitador barato dos Beatles (alguém ainda lembra?) que vive contrariando a corrente e ainda faz algo muito importante desde que o rock iniciou em Parintins: humor! Soma-se a isso o fato de o músico ter feito o caminho inverso da desgovernadora do estado que gosta de mentira: sau do RS pra fazer festa em SP.
Pra não me estender muito, deixo um videozinho aos leitores deitarem e rolarem.
Ah, resta dizer que, assim como o Tom Zé e os Mutantes, o Jupter é muito mais reconhecido na Europa do que no Brasil (se é que isso signifique grandes coisas).
http://www.youtube.com/watch?v=3-Jx-084dH0
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Elocubrações e ilações conjecturais da efeméride *
Sugiro pena de morte a todos que matam. Assim, quando ocorrer o primeiro assassinato, o culpado seja sumariamente executado. O carrasco, como também matou, deve ser executado logo a seguir. Isso deve ser adotado na sequência, ao algoz do carrasco, ao carrasco do algoz e assim sussessivamente, até que a humanidade seja eliminada em cascata, livrando o planeta de todos os seus malfeitores, os homo (non) sapiens.
* tradução: pensamento do dia
A viuvinha do João Gostoso
Aliás, acho provável que a desgovernadora do estado que não se entrega pros home mas se entrega pras multinacionais tenha, junto com um dirigente tucano, convencido de que Marcelo era um sujeito muito mau. Deve ter ficado deprimido com isso e resolveu beber pra afogar a memória. Bebeu muita água do lago e acabou afogando a si mesmo, numa espécie de autossuicídio de próprio.
Mas parece que a viúva do Marcelo, uma espécie de Porcina, resolveu reagir e já está dando com a língua nos dentes. Trouxe anotações importantes. Não sei se foi uma lista de compras de supermercado, já que a capital gaúcha é uma verdadeira ode ao consumismo shopingcenteriano. Pode ter sido um rascunho de algo que o Marcelo sabia e iria contar à justiça. Parece que a casa da engovernadora vai cair. Literalmente.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Da semiótica sem ótica nem ética ou estética

Longe de mim querer fazer aqui um trabalho estético tão bem construído a partir de periódicos, assim como faz a Bianca Araújo. Aliás, meu trabalho neste post passa longe da pretensão estética. Quero mesmo é deixar que a imagem fale por si só, mas somente pelo caráter histórico. Então, meu leitor fica a vontade em fazer as conjecturas. E se sobrar algum tempinho e tiver interesse em questões estéticas, dá uma passadinha no blog da Bianca. Vale a pena.
Assuntos que não quero falar
Uma manhã dessas, assisti uma entrevista que a apresentadora de culinária fez com um diretor da ANVISA sobre a tal gripe e a transmissão que poderia vir da Argentina, dentre outras pérolas da imitadora de mulher gato ou do zorro, não sei bem. Vou apenas mostrar, mais ou menos, conforme minha memória permitir, alguns trechos da raridade. Um verdadeiro show de condução jornalística. Até já comecei a defender que os jornalistas não tenham diploma de jornalismo, mas de culinarista ou gourmet, que foi o que deu certo com a Namaria.
A primeira pergunta que vi ela fazendo foi algo do tipo "estive há pouco na Argentina (...) a gente chega no aeroporto e tem diversos cuidados (aquele circo todo de quem quer parecer que está fazendo algo - comentário meu) (...) a Argentina está muito mais preocupada do que o Brasil com a entrada da GRIPE SUÍNA (sim, ela continua botando a culpa no porco). O que a ANVISA está fazendo?" e o diretor citou claramente as medidas adotadas e inclusive falou sobre o monitoramento nos aeroportos e a criação de referências, preparando e informando os profissionais e a população, sem alarde. Falou que a Argentina está aparentando maior preocupação (...) não proibimos o pouso de voos provenientes do México". Teve a descência de não lançar críticas, como "se a Argentina está tão preocupada assim, como é que a doença chegou e se alastrou muito mais rápido lá?" (pergunta minha). A aprendiz de cozinheira logo retrucou dizendo "não era isso que eu estava perguntando, o Sr está desviando do assunto (...) eu perguntei como é que está a situação da GRIPE SUÍNA na Argentina..." e aí eu perdi a paciência com a garota-propaganda de clínica geriátrica e resolvi retornar à aula e apenas lamentei o tempo que o diretor da ANVISA perdeu. Se ele tinha interesse em aprender a cozinhar, poderia fazer um cursinho de cheff e deixar figura jovial da Namaria Draga de fora disso.
Pensando bem, eu também perdi um grande tempo que poderia ter dedicado a escrever sobre a morte do popstar ou sobre os escândalos de Sir Ney (como define Millôr). Sinceramente, acharia mais justo se pudéssemos inverter esses fatos.
domingo, 28 de junho de 2009
Água a vista!
Mas contei essa história do barquinho e do Rei pra mostrar como a ignorância, a ganância e a burrância de um líder pode trazer consequências absurdas. Acho que o leitor já consegue imaginar a relação que estou fazendo. Isso mesmo: a questão ambiental no Brasil.
Começamos a olhar pelo que acontece no estado da desgovernadora que briga com o vice golpista. As instituições sérias e os movimentos sociais interessados na construção de uma política realmente sustentável do ponto de vista ambiental que o digam. Todos dizendo que não é possível se adotar uma monocultura de eucalipto e alertando que isso traria consequencias graves. A dama de ferro, aquela que ferra com os professores, resolveu que seria do jeito dela e ponto final. Resultado: os agricultores que apostaram no eucalipto já estão vivendo uma crise sem precedentes. O barco deles só não está fazendo água porque o eucalipto secou tudo. Mas já afundaram-lhes as esperanças e já não se sabe o que será feito com o deserto verde. Quem quiser questionar esse argumento, procure ao menos 5 agricultores que plantam eucalipto no estado e questione. Depois do eucalipto, ainda temos a cana-de-açúcar e a coisa continuará.
Depois, ainda vem O Cara e diz que somos mentirosos. Faz de conta que veta alguns artigos da MP da grilagem e entrega tudo a possibilidade da especulação ser ainda maior. Os detentores das maiores terras terão 20 anos pra pagar e em 3 anos poderão negociar a terra. Quantas vezes poderão ser revendidas as propriedades até terminarem de pagar? Além disso, aposto minha integridade moral (se é que tenho) que o dinheiro pra pagar isso sairá do BNDS em forma de empréstimo que jamais será pago. Isso lembra o caso das privatizações do FHC que, por outro lado, lembrava o período da dita dura que começou a fomentar isso tudo. São umas gracinhas. Enquanto isso, os ambientalistas (na maioria sociólogos de verdade, biólogos, arquitetos e cientistas de diversas áreas) continuam avisando que o navio vai naufragar quando for posto na água. Mas parece que o Rei já bateu o cetro e não quer voltar atrás. Bem como diz o ditado: a mentira não tem perna curta. Falta-lhe um dedo. Pobre Ministro!
domingo, 21 de junho de 2009
São ou não são umas gracinhas?
Eu que me considero ambientalista de final de semana já me ofendo e parto pro contra-ataque. Primeiro, falo um pouco da bobagem (parece que "o cara", como disse Barak, está se especializando em falar bobagens publicamente. Isso não está relacionado ao folclórico idiota que os antipetistas vivem babaqueando, mas sim pelas afirmativas frágeis...) dita pelo Nosso Senhor Luiz Ignácio (é igneo mesmo).
Primeiro, diz que os ambientalistas não falam a verdade quando afirmam que a MP 458 favorece os grileiros. Isso me faz lembrar a Irmã Dorothy. Lembram do caso da Irmã Dorothy? Só pra ter uma ideia, caso a tal MP estivesse em vigor na época do crime, os assassinos da religiosa seriam penalizados com o direito à propriedade das terras que eram defendidas pela Irmã. Pensando bem, acho que entendi a posição do Previdente: quer evitar novos assassinatos. Como? Simples. Vai doar de uma vez as terras aos especuladores e grileiros (ou vender por preços simbólicos) pra evitar a disputa com essa gente chata e mentirosa que são os ambientalistas. A Irmã Dorothy poderia estar viva. Talvez tivesse perdido o gosto pela vida, mas estaria viva.
Também lembro de um cara chamado Francisco. Lembram do Francisco? O Mendes. Desculpa, esqueci de dizer que ele era mais conhecido pelo apelido. Chico Mendes. Pois esse também morreu mentindo. Também teria seus assassinos premiados com terras a devastar e a encher de gado de corte.
Por outro lado, percebi no primeiro mandatário da nação uma certa veia humorística. Ele disse que a MP vai proteger a floresta. Confesso que estou rolando de rir. Só falta dizer que pra evitar o desmatamento é preciso derrubar muitas árvores.
O que vai nos salvar é a repercussão internacional de tudo isso. Os mercados já anunciam que não comprarão nada produzido naquela região. Vão exigir saber da procedência. Até alguns grupos de supermercados "nacionais" anunciam o boi-cote. Quero ver onde isso vai chegar... aliás, quero ver até onde vai esse texto também.
Mas não perdendo o foco do post, queria retomar o contra-ataque anunciado lá no topo. Não preciso muito pra isso. Vou apenas lançar um apelo ao Previdente: por favor, Previdente, tente nos ensinar a ser sinceros. Comece sendo sincero, porque aprendemos melhor pelo exemplo.
E por falar em político que gosta dum traguinho (e todos têm esse direito, desde que depois não resolvam fazer fiasco em público ou ser sincero), assisti há pouco, na Record, o prefeito de uma cidade gaúcha que tomou uma jarra de vinho e saiu a passear na capital. Bateu num taxi. Achei uma graça quando entrevistaram alguns eleitores da cidade dele e ouvi algumas pérolas: "não fica bem porque é gente nossa". Quer dizer que fosse gente de outro lugar poderia. "Acontece com qualquer um". Esse já é confesso e deveria ser levado pra mesma jaula do prefeito. E a pior: "Dá vergonha (...) foi fazer fiasco justamente na capital". Quer dizer que em outro lugar poderia? O prefeito fez um fiasco incrível, mas os eleitores entrevistados superaram seu líder. Importante dizer que o político ainda tem a desculpa de ter feito tudo sob o efeito do álcool.
São ou não são umas gracinhas?
quarta-feira, 17 de junho de 2009
O mez da grippe
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Santa intelectualidade
em diversas cores, veja que beleza
em vários sabores
a burrice está na mesa
Refinada poliglota
anda na esquerda anda na direita
mas a consagração foi o advento da televisão
Ensinada nas Escolas
Universidades e principalmente
Nas academias de louros e letras
Ela está presente
O texto em epígrafe é um resumo (se é que alguém tem direito a resumir alguma obra de arte) da letra de uma música do Tom Zé, o Frank Zappa do hemisfério sul. Na verdade, fico na dúvida se o Frank não é o Tom Zé ianque. De qualquer maneira, esse post não tem a intenção de comparar os dois e tentar descobrir qual é mais relevante. O fato é que um é tão inovador, irreverente e ácido quanto o outro. Mas quero me ater ao trecho citado acima.
A música leva o inteligente título de Burrice, algo na moda atualmente. É só olhar pros lados que já se encontra alguém tentando imitar essa moda. É engraçado, mas isso não nos abandona há séculos. A burrice já foi venerada desde os primórdios da civilização ocidental no Egito, passando pela Grécia, chegando à Roma Antiga e chegou aos dias atuais tão atuais quanto os próprios dias atuais.
Cada vez que acessamos algum meio de comunicação, seja em massa como um telejornal ou boca-a-boca público como os sites de relacionamentos (leia-se orkut, hi5 e outros) que logo nos deparamos com a tal.
Por que trago toda essa conversa aqui pro blog? Já conto.
Dia desses, ao participar de uma comunidade do orkut, me deparei com um debate sobre separatismo no estado do vice-governador golpista e mui amigo da universidade religiosa. Não resisti e fui olhar os argumentos.
Eram uns 4 elementos argumentando favoravelmente a que o estado da revolução de mentira se emancipasse do país da ecologia de faz-de-conta. Primeiro diziam que temos uma cultura diferente do restante. Nisso eu concordo. Da mesma forma que entre dois bairros de uma mesma cidade existem grandes diferenças. Falaram que a língua era completamente diferente. Lembrei que quando morei em Porto Alegre, percebi que quem morava no Bonfim, por exemplo, falava bem diferente de quem morava no morro Santa Tereza. Não lembro de o pessoal do morro ter se julgado capacitado pra criar um novo país. Depois, retomando a diferença cultural, disseram que os gaúchos, que nada mais são do que argentinos que não falam espanhol direito, eram de uma cultura superior em relação aos demais estados. Foi aí que lembrei do Tom Zé. Procurei alguém capaz de ser comparado a ele e não encontrei. Mas não quis entrar no debate, ainda. Sempre lembrando que o TZ é baiano, logo do estado mais estigmatizado. Fui adiante na minha leitura. Cheguei ao argumento da economia. Diziam os culturalmente superiores que se fosse criado um novo país, esse teria uma economia forte. Foi quando resolvi entrar na discussão. Não vou estender muito meus argumentos aqui, porque os próprios leitores já imaginam. Já deixei clara a relação do que foi defendido pelos separatistas com a letra da música do Tom Zé. Só vou falar dos últimos posts, de maneira resumida. Primeiro ataquei à superioridade cultural que vem da famosa Revolução Farroupilha, aquela que já citei várias vezes como de mentira ou empatada. Falei da mentira histórica sobre a tal revolta, principalmente o tratamento que os iluminados líderes deram aos escravos que lutaram pela liberdade. Depois ataquei o argumento econômico. Disse que seria um retrocesso, levando em conta que os países estão se reunindo em blocos econômicos justamente pra lhes dar condições de concorrer com os que têm maior territorio. Citei, inclusive, o exemplo da Comunidade Europeia, que já adotou moeda comum e tem parlamento próprio. Falei que há uma tendência a que o Velho Continente construam uma espécie de estado. Me rebateram, dizendo que eu deveria falar com os europeus. Quando eu falei que tenho contato com europeus e com brasileiros ou africanos que moram na região e que na maioria das opiniões desses conhecidos essa hipótese se confirmava, recebi uma resposta extremamente inteligente, tipo: "sempre tem um cara metido a saber dos segredos do universo..." ou "que cara metido... conhecedor e guardião dos segredos..." e tem um lá que disse, depois de muito admitir a própria ignorância sobre tudo que eu tava falando, que eu deveria fazer trabalhos braçais. Fiquei tão triste.
Fiquei triste em saber que um grupo que julga que mora num estado de cultura superior não consegue sustentar um debate um pouco menos achista. E olha que só falei em coisas publicadas na imprensa, como a coluna do Juremir, do Correio do Povo.
Precisei encerrar o debate. Agradeci pelo reconhecimento e comentei que não é todo dia que alguém reconhece a própria ignorância e assume que um debatedor é culturalmente superior. Depois disso, não tive mais vontade de acessar o debate. Desde então, a música do Tom Zé não me sai da cabeça.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Nóis fumo!
A partir de agora, vou me dedicar a algo honesto, lucrativo e, ao mesmo tempo, com uma finalidade social nobre: vou fabricar cigarros. Por quê? Pergunte à Yeda!
Sim, sei que os meus (poucos) leitores não têm acesso à desgovernadora da casa bonita e que quer comprar um jatinho. Então, vou falar da minha lógica, que é a mesma da usurpadora acima (se tu és algum ator/atriz da novela mexicana do SBT, não te ofendes com a comparação, por favor).
A questão é que a garota papo firme resolveu dar uma dura nos professores: está propondo um plano de carreira que permite demitir concursados dentre outras premiações. Isso já me desmotiva. Quer dizer que a profissão não é digna de ser reconhecida como importante do ponto de vista do engoverno do estado que comemora empate em revolução.
Ao mesmo tempo que recebemos esse maravilhoso tratamento, a mesma austera goviernanta premia uma indústria limpa, ecológica e economicamente importante que é uma fumageira. Isso mesmo!!! Produzir cigarro é muito mais importante do que dar aula. É só comparar: um professor da rede estadual recebe em torno de R$ 700,00 mensais por 20 horas semanais de trabalho. O estado da RBS deu, em forma de incentivos fiscais, R$ 150 milhões pra uma empresa de tabaco pra gerar 250 empregos. 600 mil reais por emprego. Segundo calculos do blog RS Urgente, daria pra pagar 1,3 mil reais mensais a um professor durante 35 anos. O curioso disso tudo é que o professor continua levando o fumo...
Por isso é que eu vou trocar de profissão e vou montar uma fábrica de cigarros. Aliás, vou diversificar e produzir cachaça porque isso é que produz algo de importante à sociedade!
É preciso chorar pra não morrer de rir
Está rolando no congresso um projeto de lei que interfere no pagamento de precatórios do poder público. O leitor não sabe o que são precatórios? Tem ideia mas não tem certeza? Acha que sabe, mas ainda precisa saber mais? Eu explico.
Precatório é uma forma de um governo ser obrigado a pagar uma dívida. É como uma declaração de dívida com prazo fixo para a liquidação dessa dívida. Muita gente tem dinheiro a receber de municípios e estados por diversos motivos (desde causas trabalhistas até fornecedores) e essa dívida é confirmada pela justiça que obriga o devedor a pagar. Isso vai, depois, pra uma fila enorme, do tamanho de uma fila de precatórios, e fica aguardando que algum governo caridoso cumpra o que a lei determina. Resumindo: é uma ordem pra cumprir uma lei já descumprida e que não tem pressa pra ser cumprida.
Existem diversos casos de pessoas que ganharam ações judiciais contra o estado quando ainda estavam trabalhando e que foram a precatório que não foram pagos. Essas pessoas já se aposentaram, pararam de trabalhar porque já passaram da idade, algumas já não estão mais entre nós, mas as dívidas não são pagas.
E aí é que me refiro.
Por isso que é preciso chorar pra não morrer gargalhando. A lei que rola no congresso nacional tenta limitar o uso do dinheiro público pra pagar os precatórios. Na prática, o que ocorrerá é que os canalhas terão mais uma leizinha pra se debruçar e negar o pagamento. Será sempre assim: "a culpa é da lei que não permite que eu pague mais do que..." Isso já ocorre com a lei de responsabilidade fiscal. Os funcionários públicos não recebem aumentos "por culpa da lei que não deixa que se gaste mais com funcionários".
A Band fez uma matéria bem didática a respeito do assunto. Também pode ser encontrado mais sobre o projeto no blog do Paulo Henrique Amorin, o Conversa Afiada.
A matéria da Band já está no blog do PHA.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
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O que chama a atenção nisso tudo é a interessante forma de valorar o trabalho e a hierarquia. Mas fico pensando se um professor não poderia pleitear o mesmo benefício: ganhar mais do que o secretário de educação de onde está vinculado. Por exemplo: eu ganho em torno de 600 merréis e o secretário do mesmo município que me paga isso recebe uns 24 milréis. Segundo a lógica da proposta, bem que eu poderia vir a ganhar uns 30 contos. Pensando bem, os 30 contos eu já ganho: desde Jorge Luís Borges a Aldyr Garcia Schlee, passando por outros não menos importantes, duvido que eu ganhe menos do que 30 contos. Mas voltando ao salário frio, eu até começaria a me preocupar se alguém mexeria na minha poupança ou não. É provável que aí eu comece a detestar medidas sociais e despreze a tal da opinião pública (sic).
Outro assunto interessante que corre nos meios meios (sim, são meios pela metade!) de (in)comunicação é a insistência em falar das mesmas coisas de sempre e da pior maneira: o acidente aéreo da vez.
Cada vez que acontece uma queda de avião, ocorre a mesma ladainha. Ficam um tempo enorme mostrando o choro dos familiares das vítimas, depois falando das possíveis causas, depois voltam a mostras o choro, depois falam que já haviam avisos, depois dizem que o Jobim (que não é o mesmo que gostava de aeroporto) vem afirmar coisas sem ter o mínimo de conhecimento técnico do assunto, depois ficam fazendo ilações, depois..., depois...
A imprensa nacional é como um quero-quero: fica cantando longe do ninho pra atrair os predadores pro lado errado!
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Machado de Valêncio otário
Ou muito me engano ou acabo de abrir o mez da grippe com um post inútil.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
A arte inútil (esqueçam a desgovernadora!)
O Oscar Wild disse que a arte é inútil. Eu concordo. Mas dá pra pensar diferente. A arte é inútil e útil ao mesmo tempo. Tanto quanto uma chave. Não serve pra abrir portas (fisicamente falando) como uma chave. Se enfiar um livro, por exemplo, numa fechadura, provavelmente não abrirá. Ao mesmo tempo, a leitura do mesmo livro poderá abrir outras portas, as chamadas portas da percepção (The doors of perception - The doors para os íntimos. Principalmente os íntimos do Jim Morrison) especialmente se o livro for do Audous Huxley.
Mas as portas que a leitura poderá abrir devem ser insignificantes diante da quantidade de portas que põe diante do leitor (de obra literária, imagética, cinematográfica, escultural -uau!- ou seja qual for a manifestação) e das certezas que vai derrubando. As verdades devem cair diante da arte. Até eu já caí. Já não sei mais se estou escrevendo sobre arte ou se é sobre a gorda feia de voz de veludo. Afinal o que é arte? Pra que serve essa inutilidade toda? Pra que serve Oscar Wild? Deu vontade de fazer um poema:
"batatinha quando morre, coitada da batatinha
vira rufles sabor churrasco
e vai parar na boca
da menina que não mora
e que come coração"
Copyright: otário. Todos os direitos sonegados. Se quiser usar, basta mexcitar.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Arte do inicio ao fim

Depois de um longo tempo sem postar, resolvi falar de arte. Mesmo tendo questões importantes a discutir, como eu não ter 50 mil reais na poupança (aliás, em lugar nenhum), portanto, não entrando na faixa dos pobres poupadores que alguns querem afirmar que serão assaltados. Tem, também, o sério problema da instituição da mentira que ainda assola a política nacional - por exemplo, o prefeito de uma das cidades em que trabalho divulgou que a média salarial dos funcionários do respectivo é de R$ 1.089,27. Lembrando que ganho como professor pouco mais de 600 pila (o contra-cheque está aí pra confirmar) e um médico ganha a exorbitância de 1.300 pau, assim como um auxiliar administrativo ganha pouco mais de 500, o que me faz pensar em como chegaram a essa conta. Provavelmente contaram com a mixaria de R$ 8 ou 9 mil que ganham alguns cargos de confiança. Isso explica. Outra coisa importante da qual não quero falar é da imoralidade que se está instaurada no desgoverno do estado que se julga superior. Pra quem não sabe, muitos gaúchos (não chega a ser a maioria, mas é um número grande) se julgam argentinos e, se o nobre leitor conseguir comprar um (gaúcho ou argentino) pelo preço que vale e vender pelo preço que eles acham que valem, a fortuna já está formada! Voltando ao desgoverno, eu não queria falar, mas parece que a desgovernadora, ao não consegur comprovar a inocência, resolveu jogar o bolo fecal no éolo. Já surgem denúncias de que o vice tira proveito do cargo pra receber algum extra de uma certa universidade particular. O mundo dá voltas! Mas esquece isso, caro leitor. Vou deixar de conversa e falar de arte. Ou melhor, da inutilidade da arte. Pensando bem, acho que perdeu a graça falar de arte nesse post. No próximo eu falo, pra não misturar as coisas.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Ninguém rouba sozinho
O problema é a tal da opinião pública (de quem é a tal da opinião, afinal?) que insiste na ideia do pedido de impeachmant, justamente com a intenção de livrar a cara do Feijó, que esperou a eleição passar e a primeira divirgencia acoantecer pra mostrar as irregularidades. Devia ter mostrado antes da eleição. Ou não?
terça-feira, 12 de maio de 2009
O que se planta, cresce
sábado, 9 de maio de 2009
Pelo fechamento das rádios e tvs ilegais já!

A imagem é tirada do site da Anatel. É referente a uma consulta que fiz sobre as emissoras de tv do estado da desgovernadora que quer botar um avião na garagem da casinha, mas não sabe de nada. Na foto, há uma mostra de quem anda com a outorga vencida (aliás, tem gente atuando clandestinamente há tempos). Pra quem gosta de encher o peito e exigir o fim das rádios ilegais, elas estão um tanto, digamos, pregando moral de cueca furada (e suja).
Caso o leitor tenha interesse em saber mais ou fazer a própria pesquisa, é só clicar aqui. Dá pra saber sobre a legalidade das rádios e das tvs. Divirta-se!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Se é pra fazer, melhor fazer bem feito!

Tenho estado tão ocupado que não consigo acessar com a frequência desejada e acabo deixando o blog parado por alguns dias. Isso é sabido por todos os meus 6 leitores (isso mesmo, já cheguei à marca da meia-dúzia!). Também ainda não tive a oportunidade de mostrar aos leitores um pouco de como desenvolvo as minhas aulas. E não mostrarei ainda, mas pretendo fazê-lo em breve. Mas ainda falta falar de arte, já que tenho ocupado esse espaço com conversa sobre política (e não abandonarei esse tema), mas devo confessar que uma sociedade se faz muito mais com arte do que com votos ou protestos. E quando falo em arte, não falo em beleza, poesia neolítica ou perfumaria. Aqui a arte é coisa séria, de gente grande que não precisa pedir pra mãe pra ir brincar com os amiguinhos. Também não quero adotar linguagem exageradamente acadêmica porque não suporto isso, a não ser que seja extremamente necessário. Sem mais milongas, vou encaminhar um comentário que fiz a respeito de um filme que vi, chamado Saneamento básico, de Jorge Furtado. A aproximação a Borges não é minha, mas roubei de um amigo por motivos nobres. Está com uma linguagem acadêmica porque foi escrito direcionado para um site de cinema. Prometo não fazer mais isso.
No melhor estilo enciclopédico de Jorge Luís Borges, o produtor Jorge Furtado realiza, em "Saneamento básico" uma verdadeira aula de cinema.
A história apresenta dois grandes conflitos (a construção da fossa e a realização do filme) cercado dos conflitos pessoais das personagens.
Grande destaque à metaficção fílmica, onde "Saneamento básico" adota "O monstro do fosso" para demonstrar ao público como se concebe uma produção cinematográfica, desde a ideia central, passando pelo desenvolvimento do texto escrito e o questionamento da tradução textual-imagético, chegando à montagem e escolha da trilha.
Ao mesmo tempo, há discussões acerca das questões ecológicas e das contradições do homem. Isso ocorre quando os produtores do filme encapsulado planejam pôr mensagens ecológicas ao mesmo tempo em que metade deles abusam do tabagismo.
Outra discussão gira em torno da questão linguística: durante o desenvolvimento do roteiro, os personagens procuram adequar a linguagem empregada pelo "narrador" da história. Inclusive, a própria roteirista chega a discutir concordância de gênero durante os agradecimentos na pré-estreia.
Merece destaque, dentre outras situações metafóricas, a presença do político: não libera recursos para as obras, jamais se envolve nos projetos da comunidade e ainda recebe muitos créditos públicos.
O trabalho dos produtores da Casa de Cinema de Porto Alegre ganha muita proximidade à obra de Jorge Luís Borges por apresentar características inteligentes: adotar uma obra para explicar todo o sistema que a abrange, sem se descuidar das informações que constroem uma verdadeira obra de arte. A aula de cinema, no entanto, não é restrita ao didático uso de um filme para falar da arte cinematográfica. A aula inicia pelas próprias características da produção em cada detalhe, tal como a ficção do escritor argentino.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
O pior do meu humor
Um desses momentos eu vivo agora. Ando com uma vontade de sangrar a JoãoGoulart de determinadas figuras patéticas, digo, políticas do cenário do estado do tomador de choque Lazier. Inventaram uma nova onda que é a de se discutir o problema dos outros com pessoas que não têm nenhuma relação direta com o assunto. Olhem o caso da secretária de educação do estado. Deveria fazer as vezes de secretária de verdade e ficar anotando recados e atendendo telefonemas, mas não. O que quer prestar ao serviço privado é outro serviço. Agora deu de perguntar a engenheiros, médicos, advogados e empresários, como se darão as mudanças no plano de carreira do magistério. Mas isso, sinceramente, me chocou e, ao mesmo tempo, me fez refletir e chegar a uma conclusão: o sindicato deveria entrar na negociação, desde que fosse uma negociação em que os profissionais liberais, políticos e empresários metessem o bedelho no salário dos professores e estes decidissem, por exemplo, quanto um governador (ou uma desgovernadora) poderia ganhar de teto. Poderiam, ainda, os professores decidir se um médico vai receber por paciente curado ou terá que devolver tudo que recebeu com juros ao SUS ou à família quando o paciente for a óbito (lógica do Millôr Fernandes). Poderiam, ainda, os professores, darem pitaco e escolherem os secretários de educação do estado, da mesma maneira os membros do Conselho Estadual de Educação e não deixar esse fardo ao desgovernador da vez.
Mudando de assunto, mas já desatando a cara, volto a falar de experiências da atividade de sala de aula. Dessa vez, junto com a sessão "Pérolas aos poucos". Foi num momento em que perdi a paciência com uma das minhas turmas em que o pessoal agitou muito e eu precisei dar um puxão de orelha. Depois que eu terminei, alguns minutos passados e o clima havia amenizado, uma aluna me chamou e disse:
"Professor, por que é que o senhor, sempre que vai nos dar uma mijada, fecha a porta sorrindo?"
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Pérolas aos poucos
"Planejamento urbano e ambiental é bobagem. Não têm a menor importância".
* Aqui, evidentemente, não postarei o nome, nem referenciarei o autor, uma vez que não foi dito publicamente, portanto, não há provas concretas. Me baseio em provas testemunhais. Quando a afirmação for pública, tranquilamente darei nome ao porco, digo, aos bois.
A desgovernadora em revista

Encontrei no blog Sineta, integrante do sindicato dos professores do estado da RBS, uma sugestão capa para o próximo número da revista (in)veja. O título não poderia ser tão sugestivo: A tenebrosa máquina de espionagem da dra Yeda. Vou fazer parte do advogado do diabo. Defendo, aqui, a desgovernadora. A máquina de espionagem não é tenebrosa. É escandalosa! Ora, todos sabem de todos os pre(ju)dicados da desgovernadora. Todos sabem que a mãe da Tarcila jamais usaria de espionagem. Se fosse assim, teria sabido de todos os casos de corrupção que aconteceram e que tomara não continuarem acontecendo. Ela diz que não sabe de nada e eu acredito. Assim como acredito que ela realmente resolverá o problema da educação no estado distribuindo caderninhos e lápis aos carentes. É com atitudes ousadas dessas que se resolve os complexos problemas sociais que temos. A revista também merece ser defendida. Defendo que não use desse tipo de expediente mesquinho denuncista que só faria com que se acobertasse os casos de corrupção que o sistema de arapongagem descobriu. E se o que a herdeira do golpe de 64 descobriu foi usado pra fins pessoais da própria, acho melhor deixar quieto. Vai que descubram que o Protógenes tem razão.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
"Não sei por que digo, mas sabes por que ouves!"
Depois, outra que este otário ouviu hoje: a categoria dos professores é uma das mais desunidas que existe. Não importa (muito) de onde veio, mas exprime uma das poucas verdades absolutas das quais até Nietzsche reconheceria. Acontece que há uma regulamentação federal que trata, dentre outras coisas, do piso nacional dos docentes. Novidade? Claro que nenhuma. Meu leitor é muito melhor informado do que eu. Mas o que chocou no que este otário ouviu (não sei por que essas coisas ainda chocam alguém) é que uma quantidade enorme de gestores públicos estão descumprindo essa legislação (além de uma cacetada de outras) e estão fazendo de tudo pra, além de não pagar o piso, pisotear ainda mais nos professores. E o que os profissionais estão fazendo? Se mobilizando? Claro! Já leram que os meus (poucos, mas de fé) leitores são mais bem informados do que este não muito humilde otário. Os professores, aqueles que deveriam ser formadores de consciência, na maioria esmagadora dos casos, são os que têm demonstrado ter a mentalidade mais conformista e antiética entre todos os profissionais. O leitor quer um exemplo? Tenta processar um advogado. Depois é só verificar quantos se prontificarão pra ficar ao seu lado e quantos se prontificarão pra defender o nobre colega. Tente extrair uma acusação de um médico contra outro. É exatamente isso. Um professor não suporta ver um elogio a outro. Parecem concorrentes. O que é preciso? Quer um conselho? Mas, pra não fugir da proposta do post, o meu destinatário está lendo isso e se perguntando: "Por que cargas d'agua esse otário está me dizendo isso?". A resposta continua com o Nelson Rodrigues.
Voltando ao caso das minhas colegas de trabalho (que se assemelham com as donas de casa do Sílvio), ouvi outras pérolas e fiquei me perguntando outras coisas a respeito. Dessa vez, eu é que estou apanhando do Tio Nelson (desculpa, Rafinha Bastos, mas o trocadilho foi inevitável): "A escola só fará paralisação quando receber ordens superiores. Quando recebermos orientação do Secretário de Educação ou do Prefeito...". Dessa vez, foi um soco no estômago. Acho que nem preciso fazer piadinha com isso.
Mas fico feliz em saber que ao menos eu não estou ouvindo coisas como o nobre primeiro-ministro do STF. Ao menos os meus ouvidos têm ouvido coisas explicáveis por qualquer um. Aquele conhecido e chamado por Vossa Excelência é o único que sabe por que está apanhando. Já o meu caso, todos sabem por que eu apanho. Por essa o Nelson não esperava!
terça-feira, 21 de abril de 2009
Estreia com Protógenes!
Feriado de quê, mesmo?
Pois bem, depois de preparar o habitual chimarrão e comemorar a morte do Tiradentes, resolvi procurar algumas atividades de lazer. A primeira coisa, é jogar um pouco no computador. Ao abrir a maquininha, me deparei com uma lerdeza sem tamanho. O ruindows vista começou a travar de uma forma que eu me surpreendi. Na verdade, eu até sei que ele não queria que eu perdesse tempo com bobagens, então, fez greve. Mas como sou anti-greve (ou antigreve, ainda não cheguei nesse capítulo da reforma), resolvi demiti-lo. Depois de umas boas 3 horas de briga, instalei uma versão do ubuntu. Que sistema! Tudo que eu preciso está nele, inclusive joguinhos. Mas aí eu cansei de brincar de apanhar e já não tinha paciência pra jogar paciência. Larguei o pc um pouco e resolvi buscar outras atividades de lazer. Lembrei que havia um divertimento legal pra fazer. Peguei minha pasta e fui revisar as aulas que tenho ministrado ultimamente. Descobri que havia certo atraso em algumas atividades, dentre elas o registro das aulas no diário de classe. Isso porque recebi na semana passada os diários de uma das escolas. Fui me divertir relendo os conteúdos dados e passando a limpo no diário. Isso sim é que é lazer. Pescar? Cerveja com os amigos? Futebol no feriado? Que nada! Isso é que é lazer! Ironias a parte, acho que esse é o verdadeiro diário de um otário, porque as atividades são registradas de uma forma que só um otário pode perder tanto tempo precioso em ler algo de interessante pra levar aos alunos. Depois de 2 horas de trabalho em casa, no feriado de Tiradentes, resolvi enforcar o próprio trabalho por uns instantes e ler um pouco do Correio do Povo. Depois de algum tempo de leitura dinâmica, cansei de notícias agradáveis sobre o meu dinheirinho e fui tomar mais um mate. Depois terminei os registros dos diários de otários, digo, classe e já aproveitei e dediquei mais um tempinho pra preparar as aulas de amanhã. Ao terminar, resolvi contar isso aqui. Na verdade, era pra contar algo que eu estivesse sentindo, mas também não queria ficar demonstrando sentimentos privados num espaço público.
domingo, 19 de abril de 2009
Terroristas
Vi que agora eles estão a procura de terras. Já que a maioria deles são hábeis em invadir terras produtivas, deixo a sugestão de que procurem o MST. Pensando bem, não procurem o MST. Os ditos agricultores invasores têm apoio do grupo RBS e não pegaria bem. Deixaria todos de saias justas.
Dos cacos que cuspi, calou Caminha.
Mas deixo o autor como sugestão de leitura. Se o leitor tiver interesse em conhecer a obra completa, poderá clicar aqui. Se preferir, pode clicar aqui e ir direto à página em que se encontra o poema.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Se conselho não fosse bom
Não falta um dia em que eu não me depare com alguma mentirinha deslavada ou uma escamoteação de algum vacilo de fantoches que se travestem de apresentadores, tal como as garotas-propagandas que sorriem e falam nos telejornais da grobo ou da RBS. Um dia são favoráveis aos pedágios, no outro reclamam. Hoje gostam do novo jeito de governar, amanhã já acham demodê e dizem que a cor não combina. É tudo baseado nas mentiras ou nas meias verdades. Algum gramático sabichão poderia tentar me corrigir e dizer que é meio verdades. Pensando bem, isso não existe! Aliás, é como a imprensa e a governadora gaúcha: não existem! Tá bem, tá bem, eu já falei no CP!
Infelizmente não há outra forma de se combater essa imprensa, que fica deixando a Alcione com inveja da cor, a não ser com algum órgão regulatório. Se um médico comete erro, responde ao CREMERS, se um advogado atua de maneira a denegrir à imagem dos colegas, responde à OAB, se um enfermeiro sai da linha, tome ação do COREN. Enquanto isso, jornalista que não prova o que diz e manipula informações, ganha direito de se esconder atrás da liberdade de imprensa! Precisamos de liberdade sim, mas que todos se responsabilizem pelo que dizem e que todos tenham direito a voz!
domingo, 12 de abril de 2009
POST URGENTE!
Dessa vez, não consegui nem manter o senso de humor!
feriado II
Temos exatamente 12 feriados nacionais. Se algum leitor desatento julga um absurdo, que o brasileiro trabalha pouco porque tem muitos feriados e que os países desenvolvidos têm muito menos, vos digo: ledo engano! Segue uma lista pra que fique se sentindo tão explorado quanto eu:
França: 12 feriados nacionais;
Grécia: 15 feriados nacionais;
Israel: 22 feriados nacionais;
Reino Unido (incluindo a Inglaterra): 16 feriados nacionais;
Alemanha: 16 feriados nacionais;
Canadá: 19 feriados nacionais;
Suíça: 18 feriados nacionais;
Fico aliviado em saber que o nosso trabalho é capaz de dar oportunidade a outros necessitados em ter mais tempo pra descansar.
A fonte da minha pesquisa é uma agenda fornecida pela empresa Pombo Lediberg. Em caso de contestação a esses dados, podem entrar em contato clicando no nome da empresa.
feriado
Hoje a coisa é um pouco diferente. A gente passa 363 dias do ano assistindo na tv gente que brinca muito com as nossas leis, bota gente no olho da rua, dá risada da nossa cara e faz muita malcriação e, quando chega a sexta santa, apronta mais ainda mentindo e, no sábado, ainda ganha o direito de nos malhar como judas. E o pior de tudo isso é que a gente, depois de aceitar as malcriações e que nos arranquem o coro das aleluias, ainda lhes damos todos os chocolates da páscoa.
Mas tem algo que fica acima de tudo isso: o feriado!
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Pessach
1. Matarás, mesmo que desnecessário;
2. Cobiçarás tudo do teu próximo, inclusive a mulher, a casa e a renda. Se preferir, cobiçarás até mesmo o próximo;
3. Roubarás, principalmente do que for público. Quando não for suficiente, receberás sobras de campanha;
4. Cometerás perjúrio ou falso testemunho, principalmente se fores jornalista e trabalhares na revista Veja ou em algum jornal do grupo RBS-grobo;
5. Amarás a ti mesmo sobre todas as coisas, esquecendo de tudo que pregas durante os cultos religiosos. Aliás, amarás a tua insaciável sede de poder e riqueza acima de tua própria existência;
6. Guardarás todos os dias ao teu Senhor Consumo (ou Dinheiro, dependendo da crença) e ao Senhor Poder (mesmo que seja em benefício de outrem);
7. Não ficarás dando ouvidos aos teus pais. Eles são os que poderão te botar a perder os outros mandamentos;
8. Usarás o nome de Deus para conseguir o que bem entenderes necessário, desde que seja com o intuito de cumprir os outros mandamentos;
9. Terás vários deuses, mas não acreditarás fielmente em nenhum. Serão apenas engodos aos teus próximos, para que caiam na tua conversa;
10. Esculpirás imagens de todos os teus deuses, mas com fundo oco, para que possas esconder todos os bens que conseguires extorquir do teu próximo, quando este estiver distante.
domingo, 5 de abril de 2009
Se Obama encontrasse outros brasileiros...
Com essa expressão, Obama definiu o Previdente do Bravil. Fiquei pensando sobre o que aconteceria se quem estivesse no lugar do Lula fosse algum outro, tipo FHC. O que ele diria? "Esse é quem, mesmo?" ou, quem sabe "Esse é o cara que escreveu muitos livros sobre sociologia e que, ao se eleger, esqueceu tudo que defendia". Poderia dizer, ainda: "Esse é o cara que exige que sejam esclarecidos todos os escândalos de corrupção que aconteceram depois do seu mandato. Só os que aconteceram depois".
Se fosse o Zé Serra (chamado de Zé Pedágio, pelo blog Conversa Afiada):
"Esse é o cara que está no dossiê cujo conteúdo não foi averiguado".
Se fosse a governadora do estado da RBS, poderia dizer que "Essa é a cara que comprou uma casa com sobras de campanha e que enriqueceu todo o primeiro escalão do seu governo, mas sem saber de nada".
Aliás, poderia também dizer sobre o próprio Previdente: "Esse é o cara que retirou do seu grupo de trabalho a maior ambientalista que seu país já viu e começou a negociar a entrega da Amazônia Legal".
Se chegasse a conhecer este otário, poderia dizer: "Este é o cara mais ingênuo que já vi" ou "Esse é o cara mais fácil de se fazer de bobo".
Divagações
Hoje foi a vez do fantástico, aliás, não sei qual motivo do nome do programa.
Durante o jantar, escutei o locutor anunciar uma séie de reportagens sobre a Amazônia. Não deve ser muito séria, porque vem da rede grobo. A primeira reportagem foi na região do Peru. E a reportagem gostou de entrar no Peru e constatarem o entra-e-sai das toras. Mas vamos ao que interessa.
O que a emissora que apoiou a ditadura militar realmente quer ao abordar o assunto? Sinceramente, ainda não consigo perceber o que quer. Mas o que não quer, eu tenho certeza.
A poderosa emissora quer é deixar de mostrar o impacto causado pelo deserto verde no estado da RBS, os impactos ambientais do estabelecimento das grandes indústrias (a maioria patrocinadoras de algum programa da rede), a exemplo do que aconteceu no caso BASF/SHELL. Por que esse tipo de situação não gera reportagens da emissora do golpe de 64?
Isso me lembra a história dos alimentos geneticamente modificados: fizeram um alarde, exigindo que a legislação fosse afrouxada e que se liberasse a utilização dos transgênicos. Tudo antes de se fazer pesquisas sobre o assunto. Os pseudo-agricultores contrabandearam as sementes, ou as compraram de contrabandistas, e depois, com a cara deslavada, foram a público ameaçar com a quebra do estado. E a lei foi modificada. Confesso que fiquei confuso, porque julgava que a lei funcionava pra todos. Agora me pergunto se os traficantes e os contrabandistas de quinquilharias em geral não têm o mesmo direito e declararem que geram emprego e renda, exigindo a regulamentação das suas profissões.
Continuando a coisa da transgenia, também fiquei perdido em outras coisas. Primeiro, disseram que era pra resolver o problema da fome. Fiquei imaginando que tem pessoas que chegam no supermercado e não conseguem comprar comida porque já terminou e eles ficam com o dinheiro não mão. Será que é o que acontece na África? Fico imaginando a cena: Ngo Mbumba, morador de alguma tribo de pessoas com desnutrição crônica, vai ao supermercado com seu uno mile fire/2009, leva seu cartão de créditos sem limites, mas não consegue comprar alimentos. As prateleiras já estão vazias. O mundo não produz o suficiente. Enquanto isso, no Brasil, José da Silva dorme 3 dias na fila da feira pra comprar o último meio quilo de bananas. Ele pega as bananas e vai com seu new beatle/2009 pra alimentar sua família. Acho que é assim que eles estão dizendo que acontecem as coisas.
Outra história que me deixa perdido é a de que a planta recebe uma mutação genética pra ficar resistente às pragas e que eliminaria a necessidade do uso de agrotóxicos. É curioso, mas eu li um artigo que desmente isso. A resistência não é às pragas, mas às substâncias tóxicas utilizadas. E justamente ao produto da maior empresa de grãos transgênicos do mundo. Puxa, eu sou muito atrapalhado com essas coisas mesmo. Não consigo compreender essas coisas.
Essa minha dificuldade em compreender as coisas é o que me afasta a vontade de assistir tv. Tudo que vejo ser noticiado é falado o contrário em outros meios.
sábado, 4 de abril de 2009
Amenidades
"Triste vocação
a nossa elite burra se empanturra de biscoito fino
somos todos passageiros clandestinos dos destinos da nação
...
triste sina, América Latina, não escaparemos do vexame
nós não caberemos todos em Miami, ame-o, deixe-o"
e tem outro
"Vamos passear depois do tiroteio
vamos dançar no cemitério de automóveis
vamos duvidar de tudo que é certo
...
vamos remar contra a corrente
desafinar do coro dos contentes
vamos ficar acima, velejar no mar de lama
se faltar o vento a gente inventa"
Esses trechos pertencem a duas músicas: a primeira é Chuva de containers e a segunda é de Pose. Interessante como isso tudo faz sentido ainda. Coisas do final dos anos 80 e inicio dos 90. Coisa distópica!
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Primeiro de abril: dia dos globos
O texto acima é de 01/04/1964. É de um jornal que estava claramente defendendo a "revolução" que construiu uma das mais sanguinárias e tiranas ditaduras da Améria. Se você, leitor, não lembra ou não conhece, é uma manchete do jornal O Globo. O mesmo que, algum tempo depois, conseguiu a outorga para operar a que hoje é a maior rede de tv e rádio do país. Pois isso não é estranho? Há pouco tempo, a emissora produziu um seriado falando do período e tentando demonstrar o quanto o período foi terrível. Só esqueceram de pôr essas manchetes.
Você também pode se divertir lendo mais manchetes de outros jornais que hoje se julgam a favor da liberdade de expressão, mas que apoiaram o que eles mesmos chamam de golpe. É só entrar aqui.
Só pra dar mais um gostinho, segue mais uma citação interessante:
"Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada".
Editorial do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal" (O Globo", edição de 07 de outubro de 1984, sob o título: "Julgamento da Revolução").
Clique aqui e leia tudo logo!
Não dá pra perder! É mais divertido do que assistir ao CQC!
Mais com menos: mais pra quem tem mais, com menos pra quem tem menos
Por outro lado, a governadora da casa inexplicável transformou o piso dos professores em teto. Antes, já havia aumentado a carga de trabalho com a enturmação e o fechamento de diversas escolas (nem falo nas itnerantes). Ou seja, era pra pagar mais e pagou menos. Isso me faz pensar que a governadora passou a responsabilidade de cumprir a promessa da campanha aos docentes: eles que façam mais ganhando menos.
Mas eu é que acho que tô pensando bobagem. A ilustre governadora (não pensem que o vice se escapa) fez, sim, mais com menos. O patrimônio da maioria esmagadora dos componetes do primeiro escalão do estado teve grande acréscimo, inclusive da chefe do executivo. Tudo isso com muito menos perseguição do grupo RBS.